- Brigitte Bardot, estrela de cinema que virou ativista pelos direitos dos animais, apoiou o extremismo de direita na França por mais de trinta anos.
- Ela morreu no fim de semana e, antes do pleito de 2027, disse estar satisfeita com o crescimento do apoio ao Marine Le Pen, líder do partido RN.
- Bardot foi condenada cinco vezes por incitar ódio racial, em grande parte por acusações contra muçulmanos e outros grupos.
- Em seu último livro, afirmou que a única causa a ser lembrada era a defesa dos animais, posição que dizia ser a prioridade em sua vida pública.
- Sua imagem é marcada pela relação com a política de direita e por encontros com presidentes franceses, além de comentários controversos sobre imigração e questões relacionadas ao Islã e à França.
Brigitte Bardot, ícone do cinema francês, faleceu no domingo. A atriz, que se tornou ativista pelos direitos dos animais, também ficou marcada por posições políticas controversas de longo alcance.
Ao longo de mais de 30 anos, Bardot apoiou o movimento de direita que deu origem ao partido Front National, hoje National Rally. Ela saudou Marine Le Pen e aprovou suas candidaturas presidenciais de 2012 e 2017, elogiando críticas à presença de carne halal na França.
Bardot foi condenada cinco vezes por incitação ao ódio racial, em diferentes declarações sobre muçulmanos e outros grupos, além de comentários sobre a população de Réunion. Ela descreveu os habitantes da ilha como “savages”, em um passado amplamente divulgado.
Trajetória política e atuação pública
Nos últimos anos, Bardot reafirmou que desejava ser lembrada pela luta pelos animais, mas suas declarações sobre imigração e identidade francesa sempre permaneceram centrais em sua imagem pública.
Ela manteve vínculos com o espectro político, declarando disponibilidade para colaborar com governantes que defendessem os direitos dos animais. Em ocasiões, elogiou políticos de outros espectros, desde figuras da esquerda até o centro.
Bardot também teve participação marcante em debates nacionais, incluindo posicionamentos sobre costumes e tradições francesas. Sua relação com o universo político foi descrita como complexa e influente.
Dimensão internacional e legado
Ao longo da carreira, Bardot visitou instâncias oficiais e teve encontros com autoridades francesas em Élysée, defendendo a proteção de animais e temas ambientais.
Em vida, ela criticou o movimento #MeToo e, em entrevistas, adotou tom contestatório a determinados fenômenos sociais, mantendo sempre o foco na defesa animal. O legado político, porém, permanece tema de debate público.
Fonte: The Guardian
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