- Vida Alves morreu aos 88 anos e foi pioneira da TV brasileira, marcando a história da teledramaturgia na primeira novela do país, Sua Vida Me Pertence, da Tupi, em mil novecentos e cinquenta e um.
- Em mil novecentos e sessenta e um, ela protagonizou o primeiro beijo da novela brasileira, com Walter Forster, na mesma produção.
- O beijo, transmitido ao vivo, enfrentou resistência de fotógrafos que disseram ser indecente.
- Em mil novecentos e sessenta e seis, na TV Tupi, no teleteatro Calúnia, Vida Alves viveu o que é reconhecido como o primeiro beijo entre artistas do mesmo sexo na televisão brasileira, com Geórgia Gomide.
- A executora disse que o beijo foi inocente, rápido e um ato de amor, e que não se arrependeu das críticas, mantendo a posição de seguir em frente.
Vida Alves, atriz pioneira da televisão brasileira, completou nove anos desde sua morte neste sábado (3). Nascida em Itanhandu, Minas Gerais, a artista faleceu aos 88 anos, vítima de falência múltipla dos órgãos. Ela marcou a história da TV ao longo de décadas.
Na TV Tupi, a partir de 1951, Vida fez par romântico com Walter Forster em Sua Vida Me Pertence, primeira novela do país. Nesse folhetim, a atriz protagonizou o que é reconhecido como o primeiro beijo da novela brasileira.
O beijo inicial gerou polêmica na época, com as transmissões ao vivo e relatos de que fotógrafos não registraram o momento, considerado indecente por muitos profissionais. A cena ficou marcada pela resistência de então.
Beijo histórico ganhou outra dimensão ao retornar à memória pública em 1966, no teleteatro Calúnia, também da TV Tupi. Vida abriu passagem ao protagonizar o que é descrito como o primeiro beijo entre artistas do mesmo sexo na TV brasileira.
Acompanhada pela atriz Geórgia Gomide, a cena de 1966 foi encarada com ceticismo pela imprensa da época, mas as próprias artistas defenderam o gesto como expressão de afeto entre personagens. Os relatos de bastidores indicam tom inocente e bem fechado à trama.
Ao falar sobre os beijos da época, Vida destacou, em entrevistas, que a história responsável pelo reconhecimento era a de amor entre os personagens, não o impacto sensacionalista. Walter Forster, que dirigia a produção, reforçou que o beijo emergiu de uma decisão rápida de cena final.
A trajetória de Vida Alves permanece como marco da televisão brasileira, tanto pela inovação na primeira novela quanto pela coragem de dialogar com temas relevantes para o público da época, sem perda de profissionalismo.
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