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Acusações contra Steven Tyler podem prosseguir apenas na Califórnia, diz juiz

Juiz mantém acusações da Califórnia e elimina as de Oregon, Washington e Massachusetts, mantendo o julgamento no estado

Steven Tyler at Steven Tyler's Jam for Janie GRAMMY Awards Viewing Party held at The Hollywood Palladium on February 02, 2025 in Los Angeles, California.
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  • A juíza da Los Angeles County, Patricia A. Young, decidiu que as alegações de abuso sexual na Califórnia devem seguir para o julgamento, enquanto as de Oregon, Washington e Massachusetts foram rejeitadas.
  • Misley sustenta que Tyler a abusou sexualmente desde 1973, quando ela era adolescente de 16 anos, começando em Portland; Tyler nega e afirma ter vivido com ela em Boston, sob leis de diferentes estados.
  • A decisão manteve parte das acusações sob a Lei de Vítimas de Crimes da Califórnia (California’s Child Victims Act), permitindo que o caso siga na Califórnia, mas descartou outras ações por limitações de prazo nos estados não‑Califórnia.
  • O tribunal considerou que, mesmo que o abuso fosse legal em Massachusetts, a Califórnia pode ter interesse em julgar crimes ocorridos em seu território, especialmente quando a vítima entra na jurisdição.
  • O juiz ainda não fechou o veredito total e pediu mais tempo para redigir uma decisão, que pode reduzir as causas de ação (como agressão sexual e dano emocional) sem eliminá‑las por completo.

Steven Tyler pode enfrentar apenas acusações relacionadas à Califórnia em ação de abuso sexual infantil, decide juíza. A decisão ocorreu após série de audiências em Los Angeles. A corte manteve as alegações feitas na Califórnia, mas dispensou capítulos envolvendo Oregon, Washington e Massachusetts.

A ação é movida por Julia Misley, anteriormente chamada Julia Holcomb, que afirma que Tyler a abusou sexualmente ao longo de anos, começando em 1973, quando ela era menor de idade. Tyler nega e pediu o arquivamento integral do processo, alegando que viveu com Misley em Boston, onde a idade de consentimento era 16.

A decisão parcial ocorreu durante a sessão na última quarta-feira, com a juíza Patricia A. Young deixando claro que o caso seguirá apenas nas alegações ocorridas na Califórnia. O tribunal ainda não agendou o julgamento, e a decisão escrita deve ser emitida nos próximos dias.

Misley sustentou que Tyler violou leis de abuso sexual infantil em cada estado, e que a Califórnia pode exercer interesse ao julgar crimes ocorridos dentro de seu território, mesmo que o casal tenha viajado. A corte contestou, porém, a aplicação de prazos de prescrição dos outros estados.

Segundo a acusação, Misley afirma que conheceu Tyler em Portland, em 1973, logo após completar 16 anos. Ela diz que tiveram relações em várias ocasiões, incluindo em Seattle, na turnê do músico, quando a idade de consentimento em those estados era maior. Misley também relata um incidente em uma cerimônia de premiação na Califórnia, envolvendo uma situação de constrangimento.

Em resposta, Tyler alegou imunidade como guardião, argumento rejeitado parcialmente pela juíza. Na prática, a prefeitura de Los Angeles decidiu manter ativa apenas as alegações ocorridas na Califórnia, com demais pedidos de suporte legais sendo descartados ou não reviveis pela legislação pertinente.

O caso ganhou notoriedade após cobertura da imprensa norte-americana, com Misley descrevendo impactos emocionais e relatos de tratamento humilhante durante o suposto abuso. A defesa de Tyler inicialmente contestou parte das alegações com base em imunidade, mas esse ponto foi abandonado ao longo do processo.

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