- Aisha Jambo estreia o monólogo Quando Dança um Baobá no Teatro Léa Garcia, Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, na quinta-feira, dia 7.
- A montagem é uma homenagem a Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (1921-2014).
- A peça celebra os 25 anos de carreira de Aisha, que assina a dramaturgia junto com Nando Rodrigues, com direção artística de Cátia Costa e supervisão de Zezé Motta.
- O espetáculo é produzido pela Jambo Produções, empresa da própria atriz, que manteve ensaios iniciados em fevereiro.
- Aisha ficou conhecida na TV como Naomi, de Malhação (2000–2003), papel que ajudou a romper estereótipos e a incentivar a transição capilar de várias jovens.
Aisha Jambo, 40, estreia o monólogo Quando Dança um Baobá, nesta quinta-feira, no Teatro Léa Garcia, Centro Cultural Correios, no Rio. A peça é uma homenagem a Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do Theatro Municipal do Rio.
Sob supervisão de Zezé Motta, a montagem faz parte dos 25 anos de carreira da atriz e marca a criação da produtora Jambo Produções. A dramaturgia é de Aisha em parceria com Nando Rodrigues e Cátia Costa, que também dirige o espetáculo.
A história celebra Mercedes Baptista como referência da dança afro-brasileira e da integração entre balé clássico e ancestralidade. O projeto enfatiza a transformação social promovida pela artista e pela cultura negra no Carnaval carioca.
Em Malhação, Aisha interpretou Naomi entre 2000 e 2003. A personagem ficou marcada por representar uma jovem preta, com cabelo afro e postura desafiante diante de estereótipos. A atriz relembra o impacto da atuação.
Aisha cresceu em meio à música, filha de Vanja Ferreira e Jolt Telek. Casada com Gabriel Lucena, ela é mãe de Ian Telek, campeão brasileiro de xadrez. A humor e a reflexão sobre representatividade acompanham a carreira.
Perguntada sobre o processo criativo, a atriz explicou que o ensaio começou em fevereiro, com pesquisa para inovar sobre Mercedes Baptista. O elenco contou com apoio de Paulo Mileno e outros parceiros de produção.
Questionada sobre religiosidade, a artista destacou que o espetáculo ressignifica a espiritualidade, mantendo o foco cultural. Sobre o cenário artístico, Aisha enfatiza a importância da representatividade sem perder a visão técnica.
A produção de 25 anos de carreira também funciona como marco pessoal: a atriz amplia horizontes com a própria produtora, explorando espetáculos, shows e projetos audiovisuais.
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