- Russ Crandall, criador do Retro Game Corps, com quinhentos mil inscritos, teve vídeo removido após uma notificação de DMCA da Nintendo e enfrenta risco de expulsão do canal diante do terceiro strike.
- O episódio começou em 28 de setembro, quando ele publicou um vídeo sobre como fazer jogos de Wii U rodarem em dispositivos Android e o YouTube o removeu.
- Crandall interrompeu a exibição de jogos da Nintendo em vídeos futuros e considera a possibilidade de apresentar uma contra-notificação, embora isso o exponha a processo.
- A reação da comunidade foi de surpresa; há debate sobre uso justo e o fato de a Nintendo ter usado o copyright como forma de remover conteúdo de criadores.
- Ele avalia se deve esperar a expiração dos strikes em novembro ou avançar com a contra-notificação, sob o risco de litígio; a Nintendo não comentou.
Russ Crandall, criador do canal Retro Game Corps, recebeu duas notificações de violação de direitos autorais da Nintendo, que resultaram na remoção de vídeos e colocaram em risco seu canal no YouTube. O episódio ocorreu após Crandall postar conteúdos sobre emulação de jogos clássicos e hardware de dumping, incluindo um vídeo sobre como rodar jogos de Wii U em dispositivos Android.
Crandall tem cerca de 500 mil inscritos e usar conteúdo da Nintendo em vídeos faz parte de sua linha editorial há anos. A tensão explodiu no dia 28 de setembro, quando ele percebeu que um vídeo recém-editado desapareceu da plataforma, acompanhado de uma notificação de strike e de uma advertência de possível encerramento do canal após futura infração.
Segundo Crandall, esse foi o segundo strike de Nintendo contra seu canal. A suspensão abre espaço para o “three strikes, you’re out” do YouTube, o que motivou o criador a interromper publicamente o uso de imagens da Nintendo em novos conteúdos enquanto avalia seus próximos passos.
Contexto e impactos
Crandall sugere que o primeiro strike pode ter visado reduzir a visibilidade de dispositivos que permitem copiar CARDS de jogos Nintendo, como o MIG Dumper, usados para extrair ROMs. O video em questão mostrava brevemente a tela de título de um jogo, o que, na visão dele, estaria dentro de limites de uso justo.
A defesa oferecida envolve a alegação de uso justo, com base nos quatro fatores legais. Profissionais consultados ressaltam que abrir um counter notification envolve risco de litígio, mesmo que haja chance de vitória. Crandall, porém, afirma ter conhecimento sobre o processo e pondera a possibilidade de contestar.
O que muda para o canal
Crandall já excluiu os vídeos que mostram jogos da Nintendo de seus testes futuros. Ainda assim, reverter a remoção de vídeos já publicados exigiria uma contestação formal e a aceitação de possíveis ações legais. O YouTube informou ao criador que ele precisaria lidar com a situação por conta própria.
Até o fim de outubro, Crandall avaliava se aguardaria a expiração de outros strikes em 90 dias ou apresentaria uma defesa formal, arriscando um processo. A situação evidencia a tensão entre criadores independentes e grandes proprietários de conteúdo ao usar imagens de terceiros.
Nintendo não comentou o caso após contatos da imprensa. Crandall, por sua vez, mantém a postura de preservar o conteúdo original sempre que possível, evitando conteúdos da Nintendo em vídeos futuros.
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