- A Blizzard diz que a empresa, em nível institucional, está aberta a explorar IA generativa, com governança central para vetar o uso responsável.
- A governança busca equilibrar inovação, segurança e valores, permitindo que equipes usem a tecnologia de forma alinhada aos seus objetivos.
- O diretor de jogo de Overwatch, Aaron Keller, afirma que a equipe quer um universo “handcrafted” e não pretende lançar conteúdo criado por IA.
- Atualmente, Overwatch não terá heróis, mapas ou skins gerados por IA, mantendo o foco em criação humana.
- A atualização anunciada para a Overwatch inclui a substituição do título pelo nome atual, cinco novos heróis e mudanças na narrativa sazonal.
Blizzard admite uso de IA generativa em seu fluxo de trabalho, desde que haja governança central e responsabilidade. A empresa busca ferramenta que aumente criatividade sem comprometer valores ou segurança.
A liderança da Blizzard, em entrevista coletiva na matriz de Irvine, indicou uma abordagem orientada pelos times, permitindo tecnologia conforme o time se sinta confortável e alinhado com diretrizes éticas.
Johanna Faries, presidente da Blizzard, enfatizou um comitê central de governança de IA. A meta é equilibrar inovação com proteção aos artistas e equipes, mantendo espaço para explorar novas ferramentas.
Por outro lado, a equipe de Overwatch adota postura distinta. O diretor do jogo, Aaron Keller, afirmou que o universo do título deve soar artesanal, sem conteúdo gerado por IA visando o público.
Keller explicou que, no estágio atual, não planejam lançar heróis, mapas ou skins criados por IA. A equipe prefere manter o jogo com impressão de trabalho humano e cuidado de design.
A notícia surge enquanto a Microsoft, dona da Activision Blizzard, é apontada como incentivadora do uso de IA na empresa. Há tensão entre a visão corporativa e as equipes criativas, que também vivenciam disputas sindicais.
No contexto, Overwatch passa por uma reformulação na próxima semana, com remoção do número 2 do título, inclusão de cinco novos heróis e mudanças no formato de conteúdo para priorizar narrativa linear.
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