- Vários desenvolvedores relatam moderação ineficaz na Steam, permitindo que ódio e campanhas de reviews negativos atinjam páginas de jogos e fóruns.
- Nathalie Lawhead teve duas avaliações abusivas associadas a acusações de assédio sexual; uma delas foi removida após denúncias públicas, mas a outra permaneceu. A Steam afirmou não moderar avaliações pela precisão do conteúdo.
- Outros casos envolvem curadores e campanhas anti-woke, como a de Coven, alvo de um curador dedicado a ataques contra desenvolvedores vistos como pró-meio ambiente, e de conteúdos sobre LGBTQI+.
- Muitos desenvolvedores dizem que precisam recorrer a medidas próprias (moderadores pagos, ações externas à Steam) ou enfrentam assédio contínuo; a plataforma não fornece respostas transparentes sobre moderação.
- A dependência de Steam, com milhões de usuários diários e grande poder econômico, dificulta a saída de desenvolvedores da loja, mantendo a sensação de que a plataforma é palco de uma guerra cultural e de abusos que afetam a criação e a visibilidade de jogos.
O que aconteceu
- Relatos de desenvolvedores sobre moderação ineficaz na Steam, a maior loja de jogos para PC, revelam assédio generalizado em fóruns e campanhas de avaliações negativas com viés anti-woke. Casos envolvem acusações de assédio sexual feitas pela criadora Nathalie Lawhead em 2019, agora repetidas em avaliações recentes.
- Em 2023 e 2024, avaliações negativas atribuídas a Lawhead surgiram nos perfis de seus jogos; a Valve afirmou que não verifica a veracidade de avaliações nem permite que conteúdos aprovados sejam rereportados sem edição. A empresa afirmou que moderar apenas com base na precisão não era prática aceitável.
- Desenvolvedores relatam estratégias inconsistentes de resposta da Valve e dificuldades em remover conteúdo ofensivo; alguns buscaram apoio externo para conseguir que avaliações inadequadas fossem removidas, enquanto outros permanecem sob risco de new ataques.
Quem está envolvido
- Nathalie Lawhead, designer de jogos, que lutou por dois anos para que avaliações abusivas fossem retiradas da página de seus jogos Blue Suburbia e de projetos ligados.
- Ethan, criador de Coven, um jogo de ação terror em primeira pessoa ambientado no século XVII, alvo de curadores que promovem discussões externas ao tema do jogo.
- Phi, desenvolvedor de Heart of Enya, que relata recebimento de respostas de suporte da Steam sugerindo que o foco deve ser na melhoria do produto, não na remoção de conteúdos ofensivos.
- Caravan SandWitch, jogo de Studio Plane Toast, alvo de avaliações que atacam a representatividade LGBTQ+ e de curadores que promovem visões anti-woke.
- Mike Rose, chefe da No More Robots, que reagiu publicamente a avaliações consideradas racistas sobre Little Rocket Lab.
- Curadores envolvendo CharlieTweetsDetected, que promovem conteúdos ligados a figuras políticas, influenciando avaliações de Coven e de outros jogos.
Quando e onde aconteceu
- Os relatos envolvem a Steam Store, com menções a ações de moderação e respostas oficiais da Valve, ocorridas entre 2019 e 2026.
- Em 9 de janeiro de 2026, a Valve respondeu a Lawhead afirmando que não verifica a veracidade de declarações em avaliações de usuários e que remover conteúdo pode ser visto como censura.
- A disputa ganhou mais visibilidade após casos de 2023 a 2024 em avaliações de jogos com temática LGBTQI+ ou com acusações de assédio.
Por que aconteceu (contexto)
- A matéria aponta falhas recorrentes na moderação de avaliações e fóruns, que permitem ataques direcionados contra desenvolvedores marginais. A Steam é descrita como essencial para a visibilidade de jogos, o que agrava o impacto de avaliações negativas.
- Relatos indicam que a ausência de ações consistentes de moderação favorece a exposição de conteúdo discriminatório e de campanhas organizadas por curadores com agendas específicas.
- A falta de uma resposta de moderadores para conteúdos ofensivos levanta questões sobre poder, responsabilidade e o acesso de desenvolvedores a canais eficazes de denúncia dentro da plataforma.
Abordagem institucional e consequências
- Desenvolvedores dizem que a moderação não acompanha a escala do tráfego na Steam e que o processo atual é percebido como ineficaz para proteger criadores LGBTQI+ e marginalizados.
- Medidas locais incluem contratação de moderadores próprios por algumas equipes ou busca de soluções fora da plataforma para minimizar danos, apesar de nem todos terem recursos para isso.
- A reportagem enfatiza impactos econômicos, já que avaliações influenciam a visibilidade de jogos e, por consequência, o desempenho comercial dos criadores na loja.
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