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High on Life 2 tem boas ideias, mas falhas de execução e bugs atrapalham

High on Life 2 falha na execução: roteiro pouco eficaz, diálogos cansativos e bugs técnicos prejudicam desempenho em consoles e PC

Imagem do jogo High on Life.
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  • High on Life 2 mantém a ideia central de armas falantes, mas sofre com execução ruim e falas repetitivas, prejudicando a experiência após a metade do jogo.
  • O título não conta com a participação de Justin Roiland, ex-coordenador criativo do antecessor, o que impacta o tom de humor e a qualidade do roteiro.
  • Aspectos técnicos são o maior problema: gráfico bonito com Unreal Engine 5, porém otimização deficiente que afeta Xbox Series X/S e PlayStation 5, com quedas de performance e serrilhamentos.
  • Há bugs em fases que chegam a impedir o avanço, exigindo soluções como buscar luzes no YouTube para desatar nós de design.
  • A campanha principal dura entre 10 e 12 horas; o jogo está disponível para PC, Xbox e PlayStation, com preço variando entre R$ 162,00 e R$ 339,90 e acesso via Game Pass para assinantes.

O jogo High on Life 2 recebe avaliações mistas: traz boas ideias visuais e de design de fases, mas falhas de roteiro e uma série de bugs comprometem a experiência. A sequência, lançada recentemente, segue a premissa de armas falantes que guiam o jogador em tiroteios, mas sem a participação de Justin Roiland, demitido do projeto anterior.

A ausência de Roiland, cocriador de Rick and Morty, marca a produção: o estúdio Squanch Games manteve a fórmula, porém enfrentou críticas sobre o conteúdo cômico, que passa a soar forçado em boa parte do jogo. Diálogos que antes eram ágeis passam a ser longos e pouco envolventes, segundo a análise.

O desenvolvimento utiliza a Unreal Engine 5, com cenários visualmente atraentes. Contudo, a otimização é problemática: em Xbox Series X, a resolução interna é baixa, exigindo upscaling via AMD FSR e gerando serrilhamento e cintilação em várias fases.

Consoles da geração atual apresentam quedas de desempenho, com o Series X/S lutando para manter 60 fps estáveis. No PlayStation 5 base também houve relatos de desempenho menos constante, impactando a fluidez durante a jogabilidade.

Problemas técnicos vão além: bugs de design de fases podem prender o jogador, exigindo soluções como carregamentos extras ou referência a vídeos. Em algumas missões, a baixa variedade de conteúdo resulta em ações repetitivas com poucos objetivos além de cliques.

O roteiro, já apontado como o maior desafio, não se sustenta diante das questões técnicas. O período de campanha principal fica entre 10 e 12 horas, com o desfecho levando a uma experiência que pode deixar o jogador com impressão prejudicada pelo conjunto.

Para quem não jogou High on Life, a recomendação é considerar o título original, que manteve o tom original e a aceitação do público. Quem já apreciou o primeiro jogo pode encontrar momentos positivos, mas o saldo geral tende a favorecer cautela.

High on Life 2 está disponível para PC, Xbox e PlayStation, com variações de preço de acordo com a loja, entre R$ 162 e R$ 339,90. O título também pode ser acessado gratuitamente por assinantes do serviço Game Pass.

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