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IA domina a maior conferência de desenvolvedores de jogos, mas não os jogos

Na GDC, IA domina estandes, mas quase nenhum desenvolvedor quer jogos com IA, defendendo o craft humano e preocupações legais

Photo by the GDC Festival of Gaming
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  • Na GDC, IA foi assunto nos estandes com ferramentas de geração, desde NPCs guiados por IA até criação de jogos a partir de um chat box, mas os jogos em si não usaram IA.
  • Quase todos os desenvolvedores com quem falo eram contrários a usar IA em seus projetos, valorizando o toque humano na criação.
  • Uma pesquisa da própria conferência mostrou que 52% dos participantes avaliam que IA generativa tem impacto negativo na indústria de jogos.
  • Várias publishers não estão aceitando jogos feitos com IA generativa e ressaltam a necessidade de comprovar que o jogo é feito por humanos.
  • Alguns desenvolvedores enxergam possibilidades futuras, com IA ajudando em etapas como desenvolvimento, mas, por enquanto, preferem trabalhos 100% manuais.

AI esteve presente no festival de games, mas não nas próprias produções

No GDC Festival of Gaming, a presença de ferramentas de IA foi constante entre expositores, com ofertas para NPCs gerados por IA e até a criação de jogos a partir de um chat box. Em demonstração, um mundo de pixel art foi gerado por ferramentas da Tencent. Em briefing com a Razer, um assistente de IA registrou automaticamente falhas em um jogo de tiro.

Diversas apresentações também trataram do tema, incluindo uma sessão lotada de pesquisa da Google DeepMind sobre espaços gerados por IA que podem ser jogáveis. Contudo, a grande maioria de desenvolvedores que conversei se mostrou contrária ao uso de IA em seus projetos.

Reação dos desenvolvedores

Conversem com criadores independentes, e a ideia de IA na produção é recebida com ceticismo. Gabriel Paquette, da The Melty Way, defende o valor da mente humana no processo criativo, questionando a necessidade de IA. Muitos afirmaram que IA pode descaracterizar o elemento humano.

Alguns produtores ressaltaram que jogos criados com IA não parecem ter a mesma conexão com o público. Abby Howard, da Black Tabby Games, descreveu a IA como pouco atraente aos olhos de jogadores, enquanto Rebekah Saltsman destacou que o novo recurso pode parecer genérico.

Aspectos legais e de mercado

Além de entraves estéticos, surgem questões legais sobre a comercialização de conteúdo gerado por IA, já que o output pode não ter proteção de direitos autorais. Empresas de publishers indicaram resistência ao uso de IA na linha de produção de novos títulos.

Entre as preocupações estão impactos no emprego e na formação de novos talentos. Executivos e desenvolvedores destacaram que manter processos artesanais favorece o vínculo humano com o público, mantendo a percepção de qualidade e originalidade.

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