O Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu uma decisão que proibia a venda do vinho Putos, criado pelos comediantes Danilo Gentili, Diogo Portugal e Oscar Filho. A comercialização do produto estava suspensa desde dezembro, após uma ação movida pela vinícola francesa Petrus, que alegou violação de marca e concorrência desleal, resultando na condenação das […]
O Tribunal de Justiça de São Paulo reverteu uma decisão que proibia a venda do vinho Putos, criado pelos comediantes Danilo Gentili, Diogo Portugal e Oscar Filho. A comercialização do produto estava suspensa desde dezembro, após uma ação movida pela vinícola francesa Petrus, que alegou violação de marca e concorrência desleal, resultando na condenação das empresas Porto a Porto e Casa Flora.
A Justiça paulista entendeu que a proibição de venda poderia causar prejuízos significativos às empresas envolvidas. O tribunal reconheceu que a decisão anterior da 1ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem de São Paulo não considerou adequadamente os impactos econômicos da medida. A ação da Petrus focava no rótulo do vinho, que, segundo seus advogados, “desabona e satiriza a prestigiada marca de renome mundial”.
As importadoras argumentaram que o rótulo do Putos não constitui violação, pois é direcionado a um público diferente. A Porto a Porto defendeu que o design é “composto de elementos originais, criativos e distintos”, enquanto a Casa Flora ressaltou que o vinho brasileiro atende a um mercado que não tem familiaridade com a marca Petrus, cujo valor pode ultrapassar R$ 60 mil por garrafa em restaurantes brasileiros.
A vinícola Petrus, localizada em Bordeaux, França, é reconhecida mundialmente e suas uvas são cultivadas em solo específico que não retém água, o que contribui para a qualidade excepcional do vinho. A disputa em torno do rótulo do Putos destaca as tensões entre marcas estabelecidas e novas iniciativas no mercado de bebidas.
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