A colheita de uvas na Vinícola Seival, localizada em Candiota, na Campanha Gaúcha, já começou às quatro horas da manhã, sob a liderança do enólogo português Miguel Almeida e do engenheiro agrônomo Alécio Bogoni Demori. Utilizando uma colheitadeira francesa da Pellenc, a equipe reduz significativamente o tempo de colheita, realizando em meio dia o trabalho […]
A colheita de uvas na Vinícola Seival, localizada em Candiota, na Campanha Gaúcha, já começou às quatro horas da manhã, sob a liderança do enólogo português Miguel Almeida e do engenheiro agrônomo Alécio Bogoni Demori. Utilizando uma colheitadeira francesa da Pellenc, a equipe reduz significativamente o tempo de colheita, realizando em meio dia o trabalho que levaria cem pessoas um dia inteiro. A escolha do horário noturno visa aproveitar as temperaturas amenas, evitando a oxidação das uvas.
A automatização da colheita na Seival teve início em 2016, com o objetivo de preservar a qualidade do fruto. Atualmente, a vinícola opera em 200 hectares de vinhedos, dentro de uma propriedade de 320 hectares, com um processo totalmente mecanizado. A falta de mão de obra na região também impulsionou essa mudança, com menos de dez pessoas trabalhando durante a colheita. As colheitadeiras são viáveis em grandes propriedades, já que cada uma cobre entre 120 e 130 hectares.
A decisão de mecanizar a colheita é estratégica, pois o momento da colheita é crucial para a qualidade do vinho. Adriano Miolo, superintendente do Grupo Miolo, destaca que a diferença entre um vinho médio e um grande vinho está no tempo de colheita. O grupo, um dos maiores do Brasil, produz mais de 10 milhões de garrafas anualmente e possui quatro máquinas de colheita, distribuídas entre suas operações no sul e no Nordeste.
Os vinhedos da Seival foram plantados entre 2001 e 2010, com variedades como Tempranillo e Sauvignon Blanc. A vinícola também contribui com uvas para os renomados vinhos do Grupo Miolo, incluindo o Quinta do Seival Castas Portuguesas e o Sesmarias, considerado um dos melhores tintos do Brasil. Miguel Almeida ressalta que “Seival é um lugar diferenciado”, refletindo a qualidade e a singularidade da produção vitivinícola da região.
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