Bénédicte e Luc Briand, fundadores do domínio Terra Vita Vinum, mudaram-se para o norte da França em 2018, após experiências em consultoria e viticultura. O casal assumiu um vinhedo de quase 30 hectares, onde implementaram práticas de biodinâmica e agroecologia, limitando rendimentos e investindo em novas plantações. Eles se conectaram com outros viticultores renomados e […]
Bénédicte e Luc Briand, fundadores do domínio Terra Vita Vinum, mudaram-se para o norte da França em 2018, após experiências em consultoria e viticultura. O casal assumiu um vinhedo de quase 30 hectares, onde implementaram práticas de biodinâmica e agroecologia, limitando rendimentos e investindo em novas plantações. Eles se conectaram com outros viticultores renomados e especialistas para entender melhor o solo e a produção de vinhos de qualidade.
Desde o início, o foco foi na produção de vinhos com características únicas, como a cuvée Large Soif, que se tornou emblemática. Entre 2019 e 2020, eles expandiram suas plantações, introduzindo novas variedades e árvores frutíferas, enquanto realizavam análises rigorosas para garantir a qualidade. O uso de vacas Dexter ajudou na manutenção do vinhedo, refletindo um compromisso com práticas sustentáveis.
Com o tempo, os Briand se tornaram referências na viticultura da região, apesar dos desafios enfrentados, como a colheita de 2024, que foi escassa, mas de alta qualidade. Seus vinhos, especialmente os tintos, ganharam reconhecimento internacional, sendo servidos em restaurantes estrelados em mais de vinte países. A cuvée Les Grandes Rogeries se destacou, sendo comparada a vinhos icônicos de Richard Leroy, embora o casal afirme que não busca replicar seu estilo.
Apesar do sucesso, há preocupações sobre a especulação em torno de suas cuvées, similar ao que ocorre com Leroy. A prioridade dos Briand, no entanto, é transmitir sua paixão e conhecimento para as novas gerações de viticultores, contribuindo para a valorização dos terroirs de Anjou e a produção de vinhos de excelência na região do Loire.
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