Nos últimos anos, El Salvador enfrentou altos índices de criminalidade, mas a cena gastronômica do país começou a florescer através de pop ups clandestinos. Roberto Alas, do restaurante Kwa, destaca que essa prática, iniciada em 2015, permitiu que chefs testassem suas ideias em um ambiente de baixo custo, criando experiências temporárias que ajudaram a consolidar […]
Nos últimos anos, El Salvador enfrentou altos índices de criminalidade, mas a cena gastronômica do país começou a florescer através de pop ups clandestinos. Roberto Alas, do restaurante Kwa, destaca que essa prática, iniciada em 2015, permitiu que chefs testassem suas ideias em um ambiente de baixo custo, criando experiências temporárias que ajudaram a consolidar a gastronomia local.
Os chefs Alexander Herrera e Gracia María Navarro, do El Xolo Maíz, transformaram sua casa em um restaurante, começando com um menu simples de tacos e evoluindo para um menu degustação de dez pratos. Eles enfatizam a importância do milho, um alimento essencial na culinária centro-americana, e como a colaboração com produtores locais moldou a identidade do restaurante, que agora está localizado no Museu Nacional de Antropologia de El Salvador.
Além da crise econômica, o crescimento dos pop ups também foi impulsionado pelo interesse de pessoas de fora do setor gastronômico. Beatriz Maida, antropóloga e barmaid, criou o Bar Pájaro, um projeto de coquetelaria itinerante que explora os destilados tradicionais, como o chaparro, um destilado ancestral de milho. Seu trabalho combina pesquisa e experiências sensoriais, levando sua coquetelaria a eventos internacionais, incluindo Singapura e México.
Esses exemplos, junto a iniciativas como Cozinha de Jardim e Nomad Pizzas, mostram como a gastronomia salvadorenha está ganhando destaque na cena latino-americana e global. Esses projetos, que começaram na clandestinidade, agora representam a força e a resiliência da culinária do país, provando que a gastronomia pode ser um motor de transformação social e cultural.
Entre na conversa da comunidade