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A moda ‘free the nipple’ ganha força com celebridades desafiando a modestia

- Charli XCX gerou 825 reclamações ao Ofcom com vestido transparente nos Brit Awards. - A tendência "naked dressing" reflete liberdade e positividade corporal na moda. - Designers como Dior e Stella McCartney incorporam elementos transparentes em coleções. - O debate sobre roupas transparentes envolve direitos das mulheres e padrões duplos. - A polêmica revela divisões sociais sobre a exposição do corpo feminino na moda.

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Nos últimos meses, a moda da transparência tem dominado as passarelas e tapetes vermelhos, desafiando a onda de modéstia que havia surgido anteriormente. No Brit Awards, Charli XCX foi uma das grandes vencedoras e causou polêmica ao usar um vestido preto transparente, resultando em 825 reclamações ao órgão regulador de mídia Ofcom. Durante seu discurso […]

Nos últimos meses, a moda da transparência tem dominado as passarelas e tapetes vermelhos, desafiando a onda de modéstia que havia surgido anteriormente. No Brit Awards, Charli XCX foi uma das grandes vencedoras e causou polêmica ao usar um vestido preto transparente, resultando em 825 reclamações ao órgão regulador de mídia Ofcom. Durante seu discurso de aceitação, ela comentou sobre a controvérsia, afirmando: “Sinto que estamos na era de ‘liberar o mamilo’, certo?”.

Esse estilo ousado também foi visto em outras premiações, como os Oscars e os Grammys, onde celebridades como Bianca Censori e Paris Jackson exibiram looks quase invisíveis. A tendência do “naked dressing” se consolidou nas coleções de primavera/verão e continua a ser relevante nas propostas de outono/inverno. A designer Maria Grazia Chiuri, da Dior, descreveu sua coleção como uma forma de afirmar códigos culturais e sociais através da moda.

Embora a transparência tenha seus defensores, como a estilista Julia Pukhalskaia, que vê isso como uma forma de reivindicar o controle sobre o próprio corpo, a controvérsia também levanta questões sobre os padrões duplos em relação ao vestuário feminino. Abhi Madan, diretora criativa da Amarra, argumenta que essa tendência representa liberdade e positividade corporal, desafiando normas convencionais da moda.

No entanto, a crítica persiste. A diretora de moda do New York Times, Anna Murphy, expressou seu descontentamento com a desigualdade que a tendência representa, destacando que “são apenas as mulheres que fazem isso”. Apesar disso, alguns homens, como Timothée Chalamet e Harry Styles, também têm adotado looks ousados, mas a atenção ainda recai principalmente sobre as mulheres, que continuam a provocar debates sobre a redefinição da modéstia na moda.

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