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São Paulo adota madeira engenheirada e transforma paisagens urbanas com sustentabilidade

- A construção civil em São Paulo adota madeira engenheirada como alternativa sustentável. - Noah Tech e Engeform planejam três empreendimentos em Pinheiros para 2026. - Alea prevê redução de até 94% na mão de obra com o método wood frame. - Crosslam entrega prédio em Suzano e investe R$ 50 milhões em nova unidade. - Construções em madeira oferecem menor impacto ambiental e visual na cidade.

A paisagem urbana de São Paulo está passando por uma transformação significativa, com a crescente adoção de construções sustentáveis em madeira engenheirada, especialmente na modalidade wood frame. Este material, composto por lâminas finas de madeira unidas com adesivos industriais e tratado para resistir a fungos e umidade, está sendo utilizado em novos empreendimentos, como os […]

A paisagem urbana de São Paulo está passando por uma transformação significativa, com a crescente adoção de construções sustentáveis em madeira engenheirada, especialmente na modalidade wood frame. Este material, composto por lâminas finas de madeira unidas com adesivos industriais e tratado para resistir a fungos e umidade, está sendo utilizado em novos empreendimentos, como os três projetos corporativos da Noah Tech e da Engeform em Pinheiros, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2026. A construtora Alea, por sua vez, foca em residenciais, destacando as vantagens da madeira, que incluem rapidez na construção e menor emissão de carbono.

De acordo com Sylvio Pinheiro, diretor da G+P Soluções, as obras em madeira engenheirada podem ser 20% mais caras que as tradicionais, mas a redução de mão de obra e o tempo de construção compensam esse custo. Ele afirma que, em comparação com a construção convencional, a mão de obra necessária é reduzida em até 94%, permitindo que um único profissional complete o trabalho em um mês, enquanto uma casa tradicional requer oito pessoas. Além disso, cerca de 40% da casa é produzida em ambiente controlado, aumentando a segurança e eficiência.

A Alea utiliza madeira de pinus de reflorestamento com selo FSC, garantindo práticas sustentáveis. A empresa possui uma fábrica com capacidade para produzir 10 mil casas anualmente e já vendeu mais de 3 mil unidades. Outro destaque é o projeto Aurora 275, da Crosslam, que será um dos maiores prédios residenciais de madeira engenheirada em Suzano. Com dez apartamentos de 74 metros quadrados, a estrutura combina diferentes tipos de madeira laminada e a empresa planeja entregar doze projetos até 2025.

A Crosslam está investindo R$ 50 milhões em uma nova unidade em Salesópolis e já construiu um prédio administrativo em Jundiaí. O tempo de montagem para esses projetos é de apenas 75 dias, podendo ser reduzido para 45 dias em futuras construções. Renato Simonsen, da Crosslam, ressalta a importância da madeira para o Brasil, destacando seu alto isolamento térmico e baixa necessidade de manutenção. Nicolaos Theodorakis, da Noah Tech, enfatiza que essas construções não apenas embelezam a cidade, mas também reduzem a poluição sonora, promovendo um ambiente urbano mais harmonioso.

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