O desfile da Schiaparelli em Paris, realizado no início deste mês, gerou discussões sobre a inclusão de tamanhos na moda. O designer Daniel Roseberry utilizou técnicas de trompe l’oeil para criar silhuetas de ampulheta, mas a diversidade corporal nas passarelas tem diminuído. Segundo o relatório de inclusão de tamanhos da Vogue Business, apenas 2% dos […]
O desfile da Schiaparelli em Paris, realizado no início deste mês, gerou discussões sobre a inclusão de tamanhos na moda. O designer Daniel Roseberry utilizou técnicas de trompe l’oeil para criar silhuetas de ampulheta, mas a diversidade corporal nas passarelas tem diminuído. Segundo o relatório de inclusão de tamanhos da Vogue Business, apenas 2% dos looks eram de tamanho médio e 0,3% eram plus size, uma queda significativa em relação a temporadas anteriores.
David Bonnouvrier, da DNA Model Management, destacou que a moda parece estar retrocedendo em termos de inclusão, com uma diminuição no número de modelos curvilíneas. A marca Nina Ricci, que anteriormente se destacou pela diversidade, apresentou apenas uma modelo de tamanho médio em seu último desfile. A porta-voz da marca justificou a escassez de modelos curvilíneas pela competição e pela dificuldade de adaptação das amostras.
Além disso, a magreza extrema entre as modelos tem se intensificado, com características como clavículas salientes se tornando mais comuns. Hillary Taymour, da Collina Strada, atribuiu essa tendência ao uso de medicamentos para perda de peso, como o Ozempic, que estaria influenciando a busca por corpos mais magros. Essa mudança ocorre em um contexto cultural mais amplo, onde a inclusão na moda enfrenta resistência.
Sara Ziff, da Model Alliance, observou que a pressão por diversidade na moda, impulsionada por movimentos sociais, está sendo desafiada por um clima político que favorece a homogeneidade. A busca por estereótipos tradicionais de beleza resulta em desfiles com modelos predominantemente brancas e magras, desconsiderando a diversidade da base de consumidores. A situação atual levanta questões sobre o futuro da inclusão na moda e a responsabilidade das marcas em representar todos os tipos de corpos.
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