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Romanée-Conti e o monachismo: a conexão entre vinho e cultura na história

A obra "Romanée-Conti, la Recherche" conecta o famoso vinho à literatura de Proust, enquanto a abbaye de Lagrasse destaca a história do monachismo na viticultura.

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O livro “Romanée-Conti, la Recherche”, escrito por Aubert de Villaine e Thierry Weber, será lançado em 2024 e faz uma conexão entre o famoso vinho da Borgonha e a obra de Marcel Proust. Villaine acredita que a Romanée-Conti é o vinho mais ligado a Proust, e o livro explora essa ideia de forma poética, destacando a beleza e a história da região. Além disso, a abbaye de Lagrasse publicará um trabalho que discute a relação entre vinho e monasticismo, ressaltando como os monges ajudaram a preservar a cultura do vinho após a queda do Império Romano. O livro reúne textos de vários autores e enfatiza a importância das abadia na viticultura, especialmente em tempos em que o vinho enfrenta desafios culturais.

A Romanée-Conti, um dos vinhos mais renomados da Borgonha, será tema do livro *Romanée-Conti, la Recherche*, de Aubert de Villaine e Thierry Weber, com lançamento previsto para 2024. A obra estabelece uma conexão entre o vinho e a famosa obra de Marcel Proust, *À la recherche du temps perdu*.

O livro, que será publicado em formato bilíngue, destaca a visão de Villaine sobre a Romanée-Conti como o “vinho mais proustien”. Ele propõe uma reflexão sobre a perfeição atemporal da vinícola. Weber complementa essa análise, sugerindo que tanto a obra de Proust quanto o vinho inspiram uma busca pelo sublime e pelo desconhecido.

Conexão Histórica

A abbaye de Lagrasse também se destaca ao abordar a relação entre vinho e monachismo em sua publicação anual. Os monges desempenharam um papel crucial na preservação da cultura do vinho após a queda do Império Romano, especialmente entre os séculos dez e treze, com os ordens de Cluny e Cîteaux.

O trabalho reúne contribuições de diversos autores, incluindo Jean-Robert Pitte e Pierre Citerne, que exploram a importância histórica das abadia na viticultura. A publicação ressalta a relevância do vinho em um contexto cultural, especialmente em um momento em que sua apreciação enfrenta desafios devido a tendências higienistas.

Reflexões sobre o Vinho

Outro destaque é a reedição do livro *Comme il aime sa cave!* de Maurice Constantin-Weyer, que ganhou o prêmio Goncourt em 1928. A obra, considerada um clássico, oferece um olhar nostálgico sobre a cultura do vinho na França dos anos trinta, enfatizando seu papel social e afetivo.

Constantin-Weyer retrata a relação íntima entre as pessoas e o vinho, evocando memórias e experiências que transcendem o ato de beber. O autor destaca a simplicidade e a alegria de compartilhar um bom vinho, refletindo uma época em que a apreciação do vinho era mais sobre o prazer do que sobre a análise técnica.

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