O Alentejo está revitalizando a tradição de fazer vinhos em talhas de barro, uma prática quase esquecida nos anos 90. Produtores como Cartuxa, Casa Relvas e Herdade do Rocim estão lançando novos vinhos de talha e promovendo o Amphora Wine Day, um evento que atrai muitos visitantes e celebra essa arte. No Brasil, os vinhos de talha são destaque no Vinhos de Portugal, onde há degustações e provas guiadas. A Cartuxa encontrou uma adega antiga com 32 talhas do século XIX e, desde 2018, tem produzido vinhos que mostram as características do barro. A Casa Relvas lançou seu primeiro vinho de talha na década de 2010, focando em um processo artesanal que melhora o sabor. A Herdade do Esporão começou a trabalhar com talhas em 2014 e lançou suas primeiras colheitas em 2023, enfatizando a preservação da tradição. O Amphora Wine Day, que em 2024 reunirá 60 produtores e 1700 visitantes, é um evento importante para manter viva essa tradição alentejana.
O Alentejo, conhecido por sua tradição na vinificação em talhas de barro, está revitalizando essa prática ancestral, quase extinta na década de 1990. Produtores como Cartuxa, Casa Relvas e Herdade do Rocim estão liderando essa transformação, lançando novos vinhos de talha e promovendo eventos como o Amphora Wine Day.
O evento, que ocorre anualmente, atrai visitantes e celebra a arte da vinificação em talhas. No Vinhos de Portugal, maior evento de vinhos portugueses no Brasil, realizado no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, os vinhos de talha do Alentejo são destaque, com degustações e provas guiadas. Os produtores têm recuperado talhas antigas, impermeabilizando-as com resina de pinheiro e cera de abelha, e replantando castas autóctones.
A Cartuxa, por exemplo, encontrou uma adega abandonada com 32 talhas intactas, datadas do século XIX. Desde 2018, a vinícola lançou vinhos que destacam as notas de barro, resultado de um processo cuidadoso de vinificação. João Teixeira, diretor comercial, explica que a singularidade do vinho de talha está na sua complexidade, que varia de acordo com a talha utilizada.
A Casa Relvas também se destacou, com o seu primeiro vinho de talha lançado em meados da década de 2010. Nuno Franco, diretor de enologia, relata que o processo artesanal foi fundamental para estabilizar as talhas e aprimorar o sabor do vinho. O resultado é um tinto com notas de fruta e barro, que reflete a tradição alentejana.
A Herdade do Esporão, por sua vez, começou a experimentar com talhas em 2014 e lançou suas primeiras colheitas em 2023. Ana Cruz, enóloga, destaca a importância de preservar a tradição e respeitar os ciclos naturais na produção dos vinhos de talha.
O Amphora Wine Day se tornou um marco, reunindo produtores e amantes do vinho. Em 2024, o evento contará com a presença de 60 produtores e 1700 visitantes, celebrando a união em torno da preservação dos vinhos de talha. A Herdade do Rocim, anfitriã do evento, destaca a importância de manter viva essa tradição, que é um símbolo do orgulho alentejano.
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