- Um incêndio na região da Aude, na França, devastou entre 1.000 e 1.500 hectares de vinhedos, causando perdas significativas para os viticultores.
- O incêndio também destruiu 36 casas e mais de 20 hangares agrícolas.
- A ministra da Agricultura, Annie Genevard, visitará a região nesta quinta-feira para discutir medidas de apoio e um fundo de emergência para os agricultores afetados.
- O presidente do conselho especializado Vin e Cidre de FranceAgriMer, Jérôme Despey, destacou que a qualidade das colheitas foi comprometida pela fumaça e produtos retardantes.
- Os viticultores pedem a criação de um fundo de emergência e a consideração da indemnidade de solidariedade nacional para aqueles sem seguro.
Os viticultores da região da Aude, na França, enfrentam uma crise severa após um incêndio devastador que consumiu entre 1.000 e 1.500 hectares de vinhedos. O desastre, que se soma a uma série de desafios climáticos, como secas e canículas, resultou em perdas significativas para os agricultores locais. A ministra da Agricultura, Annie Genevard, visitará a área nesta quinta-feira para discutir medidas de apoio e a criação de um fundo de emergência.
O incêndio, que também destruiu 36 casas e mais de 20 hangares agrícolas, foi controlado no último domingo, mas deixou um rastro de destruição. Jérôme Despey, viticultor e presidente do conselho especializado Vin e Cidre de FranceAgriMer, destacou que muitos vinhedos foram expostos à fumaça e a produtos retardantes, o que comprometeu a qualidade das colheitas. Ele enfatizou a necessidade urgente de um fundo de emergência e pediu que o governo considere a indemnidade de solidariedade nacional (ISN) para ajudar os agricultores não cobertos por seguros.
Durante a visita, a ministra abordará não apenas as medidas de emergência, mas também soluções a longo prazo para aumentar a resiliência das explorações agrícolas. Despey ressaltou que, embora as vinhas destruídas estejam, em sua maioria, seguradas, as perdas relacionadas à qualidade dos vinhos não são cobertas. Ele sugeriu que os viticultores possam adquirir uvas de outras regiões para não perder mercado, mesmo que isso ultrapasse o limite de 5% atualmente permitido.
A situação na Aude é crítica, com viticultores clamando por apoio do governo para enfrentar um ciclo de desastres naturais que já dura anos. A expectativa é que a visita da ministra traga respostas concretas para um setor profundamente afetado.
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