- Frieze New York recebe 14 galerias da América Latina, sendo oito brasileiras, destacando o aumento de participação da região.
- O apoio não lucrativo de Latitude (parceria entre ApexBrasil e ABACT) ajudou as galerias brasileiras a participar, com recursos adicionais para galerias emergentes.
- Mesmo com tensões político-econômicas, várias galerias latino-americanas insistem em participar de feiras nos EUA; no ano anterior houve saída de participação devido a tarifas e vistos, mas hoje há retomada.
- No setor Focus, a mexicana Campeche participa pela primeira vez; a brasileira Almeida & Dale, entre outras, expandem atuação nacional e internacional.
- A artista Seba Calfuqueo, do Chile, venceu o Frieze Focus Stand Prize e teve obra adquirida pelo Baltimore Museum of Art, em meio a debates sobre violência colonial e visibilidade de artistas latino-americanos.
A edição de Frieze New York atraiu 14 galerias da América Latina, com oito delas do Brasil, este ano. A presença regional é fortalecida por apoio de organizações sem fins lucrativos, visando ampliar a participação latino-americana na feira.
A iniciativa é fruto de um esforço da equipe Frieze Americas para ampliar a presença da região, potencializada pelo apoio de Latitude. A organização conecta ApexBrasil e ABACT para oferecer suporte a galerias brasileiras, incluindo emergentes, diante de custos de envio mais altos.
No ano passado, galleristas latino-americanos suspenderam participação em feiras dos EUA por tarifas e vistos. Atualmente, nenhum participante relatou problemas para levar obras, mas o contexto político ainda influencia escolhas e estratégias de agenda.
Apoio e participação brasileira
Galerias brasileiras tradicionais mantêm operação nos EUA, apesar de tensões diplomáticas. Algumas, como Fortes D’Aloia & Gabriel e Mendes Wood DM, expandem atuação no Brasil e no exterior, destacando o viés de crescimento recente no país.
No México e na Argentina, surgem novas galerias desde a pandemia, com Campeche, de Cidade do México, participando pela primeira vez na seção Focus. A iniciativa visa apoiar ecossistemas locais e abrir espaço para artistas emergentes.
Reconhecimento e foco de obras
Seba Calfuqueo, artista chilena de origem mapuche, venceu o Frieze Focus Stand Prize nesta edição. Suas esculturas abordam violência colonial contra povos indígenas e integram elementos simbólicos da tradição mapuche.
A galeria W-Galería, de Buenos Aires, apresenta trabalhos de Calfuqueo e de outras artistas no Focus. O prêmio inclui aquisição pelo Baltimore Museum of Art e um prêmio de 5 mil dólares para a artista.
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