- Um especialista afirma que o retrato que aparece como autorretrato de J.M.W. Turner, usado na nota de £ 20, não foi pintado por Turner e sim possivelmente por John Opie.
- A obra, associada a Turner por décadas, estaria incorretamente atribuída desde a época do espólio de Turner, após herança e processos legais.
- O retrato tería sido pintado por Opie por volta de mil setecentos e noventa e nove, quando Turner tinha cerca de vinte e quatro anos, segundo o pesquisador James Hamilton.
- Hamilton sugere que a Tate, que abriga parte do espólio, reatribua a obra a Opie, citando evidências de estilo e semelhanças com outras obras de Opie.
- A Tate afirmou que está aberta a novas interpretações sobre Turner e que continuará a investigar o estudo de Hamilton; críticos já repercutem o tema entre especialistas.
In 2020, Tate Britain lançou uma nota de 20 libras com The Fighting Temeraire de JMW Turner e o autêntico auto-retrato mais famoso do artista. Agora, um especialista sustenta que a obra não é de Turner, mas possivelmente de John Opie. A leitura é baseada em análise de estilo e documentação histórica.
O restaurador e biógrafo James Hamilton afirma que o retrato retrata o inglês Romântico, mas pode ter sido pintado por Opie. Ele aponta que a obra chegou ao acervo de Turner Bequest após a morte de Turner, em 1851, e permaneceu sob atribuição ambígua por décadas.
Hamilton sustenta que o retrato, datado de cerca de 1799, aos 24 anos, tem traços técnicos de um retratista competente da era, com luz que emerge dramaticamente de cenas escuras, característica que ele compara a Opie em várias obras. Alega ainda que a validade da assinatura não está clara nas listas antigas.
Possível reatribuição
O especialista sugere que o retrato sempre foi visto como de Turner, mesmo sem constar nos primeiros inventários como autêntico autor. Segundo ele, a pressão de manter a coleção de Turner completa pode ter contribuído para a inclusão da obra entre as pinturas do mestre.
Hamilton também compara o retrato com trabalhos de Opie que mostram sitters com olhos marcantes e cabelos desalinhados, reforçando a hipótese de autoria diferente. O pesquisador cita ainda retratos de artistas mantidos pela família de sitters como evidência adicional.
A crítica de Hamilton vem acompanhada de cautela: a reatribuição envolve questões legais, já que Turner Bequest agrupa obras de Turner em seu conjunto. O turnerista Pieter van der Merwe afirma que a peça tem base documental para questionamento, mas é improvável que a Tate altere a atribuição.
A Tate Beauty, por meio de um porta-voz, afirmou que recebe novas interpretações com abertura e que a instituição continuará a investigar as hipóteses apresentadas. A nota de 20 libras permanece como representação de Turner e de The Fighting Temeraire.
Entre na conversa da comunidade