- Instituições em países anfitriões do Mundial de 2026 (México, Canadá, Estados Unidos) investem em programação temática sobre esportes para reduzir barreiras culturais.
- Pérez Art Museum Miami abriu a mostra Get in the Game: Sports, Art, Culture, com conferência de dois dias em março.
- Lacma (Los Angeles County Museum of Art) apresenta Fútbol Is Life: Animated Sportraits, até 26 de julho, visando futuras programações no evento esportivo.
- Museo Jumex, em Cidade do México, lança Football & Art: A Shared Emotion, com obras de artistas renomados e foco na relação entre futebol e arte.
- American Museum of Natural History, Nova York, mostra For the Win: Objects of Sports Excellence, em exibição até janeiro de 2027, além de outras peças e coleções relacionadas.
O2016? Não. Ações culturais ligadas à Copa do Mundo de 2026 mobilizam museus na América do Norte. Instituições no México, Canadá e Estados Unidos estão investindo em programação esportiva para dialogar com o público durante o torneio.
No Pérez Art Museum Miami (Pamm), a mostra Get in the Game: Sports, Art, Culture ganhou versão local com conferência de dois dias em março. O foco foi explorar a interseção entre esporte, arte e cultura até 23 de agosto.
Artistas, atletas e curadores participaram de painéis, exibições de filmes e leituras. Hank Willis Thomas discutiu uma réplica de Picasso feita com uniformes de basquete e futebol americano, questionando a relação entre guerra, poder e indústria do esporte.
A curadoria buscou provocar debates sobre o peso social do esporte, conforme o organizador Adam Abdalla, da Cultural Counsel. Segundo ele, o tema permite aproximar pessoas de ambientes diferentes em um espaço comum.
Franklin Sirmans, diretor do Pamm, aponta que reunir artistas e público facilita discussões profundas sobre as obras. A proposta é ampliar o papel dos museus ao abordar temas complexos por meio do esporte.
Em Los Angeles, o Lacma mantém a mostra Fútbol Is Life: Animated Sportraits, de Lyndon J. Barrois, Sr., até 26 de julho. A exposição usa modelos em miniatura para recriar momentos do futebol, com 60 obras, incluindo peças feitas com papel de bala.
A curadora Britt Salvesen descreve o projeto como laboratório para pensar a relação entre arte, esporte e grandes eventos, já pensando na temporada de 2028, quando Los Angeles sediará as Olimpíadas.
No México, o Museo Jumex apresenta Football & Art: A Shared Emotion até 26 de julho, com peças de artistas como Wangechi Mutu e Maurizio Cattelan. Devido à dificuldade de empréstimos, a curadoria encomendou obras locais para o período da Copa.
Entre as obras, Sofía Echeverri discute a história da primeira seleção mexicana feminina, e Diego Berruecos reúne vídeos com todas as penalidades perdidas pela seleção desde 1985. A curadora vê o conjunto como reflexão sobre a identidade nacional.
Antes da competição, a abertura do Mundial em 11 de junho no México é acompanhada por outras ações. Em museus de cidades brasileiras? Não; as ações destacam o intercâmbio entre arte e esportes na região, aproximando o público do maior evento de futebol.
Nos Estados Unidos, o American Museum of Natural History em Nova York apresenta For the Win: Objects of Sports Excellence, com troféus, anéis de campeão e objetos históricos ligados à obsessão pela vitória. A curadora Vikki Tobak destaca o valor histórico e de design das peças.
A mostra contempla itens como o troféu Vince Lombardi, projetado pela Tiffany & Co., além de peças associadas a equipes da NBA, NHL e MLS. O objetivo é explicar a elaboração dessas peças e a trajetória de seus artesãos.
Outras instituições também exploram o tema esportivo, como o Museu de Arte do Connecticut? Não mencionado. Em Nova York, a exposição celebra a cultura do triunfo com artefatos que atraem fãs de várias modalidades antes do retorno do futebol à ribalta internacional.
Ao longo do verão, as exibições norte-americanas, mexicanas e canadenses buscam oferecer uma pausa cultural durante a Copa, mantendo o foco em dados, contextos históricos e narrativas artísticas sem perder o viés informativo.
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