- No Volta fair, a Perve Galeria apresenta Flowing Upstream, instalação de Martin Wöllenstein feita com roupas de carnaval descartadas do Ankos Masquerade, em Ghana, transformadas em estruturas têxteis imersivas.
- O projeto busca inverter o fluxo de resíduos têxteis entre Gana e Basel, transportando roupas usadas para a cidade alemã via o Reno.
- Na seção Zero 10 de Art Basel, William Mapan apresenta Paysages Plausibles: Dances on Shadows, installation em que o público gera uma composição única no piso da feira por meio de um algoritmo.
- Na Liste Basel, Erin Calla Watson exibe o vídeo Maternity, com clipes de modelos usando barrigas prostéticas para fast fashion, explorando maternidade de forma crítica.
- Na seção Unlimited, Goshka Macuga apresenta Exhibition M: A Re-enactment, performance ao vivo que discute a história e o futuro dos museus com três personagens.
- Em Basel, o referendo suíço sobre população teve resultado de cerca de cinquenta e cinco por cento contra a limitação a dez milhões de habitantes, com quinhentos por cento de participação estimada de sessenta por cento; a população atual é de nove milhões e cento e um mil, com vinte e sete por cento de não suíços.
O Art Basel de Basel acolhe a mostra Volta, que transforma roupas de carnaval descartadas em arte têxtil. Flowing Upstream, da galeria Perve de Lisboa, é uma instalação de Martin Wöllenstein feita com trajes do Ankos Masquerade, maior carnaval da África Ocidental, em Gana. A proposta questiona o destino de resíduos têxteis ao reconfigurá-los.
A obra aparece como um labirinto arquitetônico imersivo a convite da curadoria de Perve Galeria. O artista germânico explica que o processo desmonta os trajes e os reconstrói em estruturas têxteis novas, em vez de mantê-los como documentos.
No espaço Zero 10, a seção de arte digital apresenta Paysages Plausibles: Dances on Shadows, de William Mapan. Visitantes participam de uma instalação ao vivo que gera composições por meio de um algoritmo criado pelo artista.
Metodologia e participação
Hugo Pouchard, estrategista cultural de Mapan, descreve o funcionamento: regras definem o sistema, mas o algoritmo cria trabalhos com resultados imprevisíveis, sem controle direto sobre as obras.
A apresentação busca revelar o papel do acaso na criação, deixando que formas e composições surjam a partir da interação entre gente e máquina. O conjunto propõe uma leitura sobre criação algorítmica.
Maternidade e museus em foco
Na Liste, Erin Calla Watson exibe o vídeo Maternity, com cenas de modelos usando ventres artificiais voltados a sites de fast fashion. A obra questiona representações de maternidade na era digital.
Watson comenta que as legendas do vídeo dialogam com referências literárias e subculturas da internet, ampliando o debate sobre identidade feminina e consumo.
Performances e história dos museus
Na seção Unlimited, Goshka Macuga apresenta Exhibition M: A Re-enactment, uma performance ao vivo que discute a história e o futuro dos museus. Três personagens conduzem a encenação, entre eles a própria artista.
A proposta avalia o museu como espaço de reinterpretacão contínua, desafiando fronteiras temporais e institucionais. A obra convida o público a repensar o papel das instituições culturais.
Brasil na programação suíça
Durante o plebiscito suíço sobre o limite populacional, Basel recebe debate intenso sobre números e políticas públicas. O resultado final mostrou votação dividida, com participação superior a 60% dos eleitores. O tema repercute entre profissionais do setor cultural.
Dados locais indicam que a presença de visitantes da indústria criativa pode influenciar estatísticas de público na avaliação demográfica da cidade. O evento ressalta a relação entre turismo cultural e números populacionais.
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