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App de música da Nintendo tem boas ideias, mas limitações frustrantes

Nintendo Music traz ideias interessantes, mas catálogo limitado e falhas de crédito dificultam tornar-se referência abrangente da história musical da empresa

Nintendo Music on an iPhone
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  • Nintendo Music é um aplicativo para iOS e Android, acessível apenas a assinantes Switch Online, com organização por jogo e playlists temáticas.
  • Recurso de repetição estendida permite 15, 30 ou 60 minutos de música em alguns temas; algumas faixas não podem ser estendidas e a extensão reinicia a música, o que pode ser abrupto.
  • O acervo é curto, com cerca de 25 jogos disponíveis, e pouquíssimos títulos de Zelda; não é a coletânea completa da história musical da Nintendo.
  • A empresa sinaliza novidades ao longo do tempo, incluindo trilhas de Super Mario Bros. Wonder e Donkey Kong Country 2, além de outras etapas futuras, sem cronograma claro.
  • Há falhas de crédito, pois não são listados os músicos reais por trás das faixas, e o app não possui versão para desktop/web nem integração com CarPlay ou Android Auto.

Nintendo lançou o aplicativo Nintendo Music, disponível para iOS e Android apenas para assinantes do Switch Online. O objetivo é oferecer uma biblioteca de trilhas de jogos da empresa, com curadoria por título e listas temáticas. A ideia é facilitar o acesso a composições de franquias como Zelda, Metroid e Splatoon.

A avaliação inicial aponta acertos e falhas. Entre os acertos estão playlists por jogo, sessões de looping que chegam a 60 minutos e a função de ocultar spoilers ao indicar dados de jogos não jogados. O app também traz artes de artistas fictícios de Splatoon 3.

No entanto, a oferta é limitada. Atualmente existem apenas 25 jogos com trilhas disponíveis, em contraste com o extenso catálogo histórico da Nintendo. Há apenas dois títulos de Zelda, além de poucos games de outras franquias como Fire Emblem, o que prejudica a ideia de um acervo abrangente.

O lançamento ocorreu em meio a expectativas de expansão gradual. A Nintendo revelou planos de adicionar obras de diferentes títulos ao longo do tempo, citando jogos como Super Mario Bros. Wonder e Donkey Kong Country 2, com lançamento ainda a ser definido. A disponibilidade varia conforme a evolução do catálogo.

A ausência de créditos humanos nas faixas também foi observada. Bandas ficcionais de Splatoon 3 recebem destaque, enquanto nomes de compositores clássicos, como Koji Kondo, ficam ausentes. A prática tem gerado comentários sobre o reconhecimento de criadores.

O aplicativo permanece sem versão para desktop ou web, e não é compatível com CarPlay ou Android Auto. A navegação funciona similarmente a serviços de streaming tradicionais, com acesso restrito a assinantes e interface voltada a curtas e listas temáticas.

Apesar de algumas funcionalidades promissoras, a avaliação geral aponta que Nintendo Music não substitui uma biblioteca musical completa da empresa. A expectativa é que novas adições ao longo do tempo ampliem o alcance, reduzindo a dependência de plataformas como o YouTube para ouvir trilhas antigas.

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