A exposição “Shaper of God”, do artista americano, foi inaugurada no Pioneer Works, em Brooklyn, enquanto incêndios devastavam Los Angeles. A mostra explora a vida e obra da escritora de ficção científica Octavia E. Butler, conhecida por seu romance “Parable of the Sower”, que aborda catástrofes climáticas e desigualdade social. O artista, que cresceu em […]
A exposição “Shaper of God”, do artista americano, foi inaugurada no Pioneer Works, em Brooklyn, enquanto incêndios devastavam Los Angeles. A mostra explora a vida e obra da escritora de ficção científica Octavia E. Butler, conhecida por seu romance “Parable of the Sower”, que aborda catástrofes climáticas e desigualdade social. O artista, que cresceu em Altadena, próximo a onde Butler viveu até 1999, reflete sobre as conexões entre suas experiências e as da autora, utilizando esculturas e vídeos para contextualizar a obra de Butler em sua realidade vivida.
Com os incêndios já consumindo mais de 14 mil acres e destruindo mais de 9 mil estruturas, o artista expressou um sentimento de luto por sua cidade natal, onde muitos de seus amigos perderam suas casas. Ele descreve a exposição como uma “celebração” de Altadena, ressaltando que, embora a área tenha sido devastada, agora mais pessoas conhecem sua história. O artista busca mostrar como a obra de Butler é uma reflexão de sua vivência e como suas narrativas abordam a sobrevivência e a luta contra a opressão.
Durante a entrevista, o artista destacou a importância de entender o contexto de Butler, afirmando que sua pesquisa e atenção aos detalhes foram fundamentais para sua escrita. Ele critica a tendência de separar a arte do artista, enfatizando que a vida de Butler e suas experiências moldaram suas histórias, que muitas vezes são violentas e servem como advertências sobre o futuro. O artista também mencionou a necessidade de reconhecer as lições de Butler, especialmente em relação às questões climáticas que continuam a afetar a Califórnia.
Além disso, o artista discute a relação entre tecnologia e sociedade, refletindo sobre seu uso de inteligência artificial na criação de obras. Ele busca desafiar as ideologias por trás das tecnologias, propondo uma recontextualização que não as demoniza, mas que questiona quem é deixado de fora das visões futuristas. A exposição “Shaper of God” estará em exibição até 13 de abril e convida o público a refletir sobre as intersecções entre arte, história e a realidade contemporânea.
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