O termo “khia” ganhou destaque recentemente, especialmente entre artistas pop que, após anos de expectativa, finalmente alcançaram reconhecimento mainstream. Segundo DJ Louie XIV, em entrevista ao Portal Tela, “um ‘khia’ é uma pop girl que as pessoas comentam, mas que ninguém parece se importar culturalmente.” Essa definição reflete a situação de várias artistas femininas que, […]
O termo “khia” ganhou destaque recentemente, especialmente entre artistas pop que, após anos de expectativa, finalmente alcançaram reconhecimento mainstream. Segundo DJ Louie XIV, em entrevista ao Portal Tela, “um ‘khia’ é uma pop girl que as pessoas comentam, mas que ninguém parece se importar culturalmente.” Essa definição reflete a situação de várias artistas femininas que, apesar de seu talento, enfrentam dificuldades em manter relevância nas paradas e nas redes sociais. O conceito de “khia asylum” surgiu como uma metáfora para essas artistas que, mesmo com álbuns novos, recebem pouca atenção, como foi o caso de Dua Lipa após seu álbum “Radical Optimism”.
A origem do termo “khia” remonta a um insulto nas redes sociais em 2014, associado à rapper Khia, famosa pelo hit “My Neck, My Back”. Khia, que acumulou mais de 217,9 milhões de streams nos EUA, se tornou um símbolo de desvalorização das artistas negras, sendo seu nome distorcido em um termo que representa a falta de viabilidade cultural. Essa transformação é vista como desrespeitosa, considerando a contribuição significativa de Khia para o rap e a cultura pop.
Além de “khia”, outros termos problemáticos têm surgido, como “slave music”, usados para desmerecer artistas que exploram temas profundos em suas músicas. Kendrick Lamar e Doechii, por exemplo, enfrentaram críticas por suas abordagens que celebram a herança hip-hop. Esses rótulos reduzem experiências negras a estereótipos, desvalorizando a rica história musical que esses artistas representam. A discussão sobre esses termos revela um padrão de deslegitimação que afeta especialmente as mulheres negras na indústria da música.
A situação é agravada por uma cultura online que frequentemente distorce o significado original de expressões, levando a uma aceitação de termos depreciativos. Artistas como Chlöe e Jae Stephens destacam como a categorização racial da música impacta suas carreiras, com a percepção de que suas produções são limitadas a um único gênero. A utilização de termos como “khia” por artistas emergentes, mesmo que de forma irônica, indica uma luta por visibilidade em um espaço que frequentemente marginaliza suas contribuições.
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