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Gerente geral do Museu de Israel pede demissão após mudanças na liderança

- Eva Madjiboj-Levy renunciou ao cargo de gerente geral do Museu de Israel. - Sua saída é a quarta de líderes importantes na instituição em dez anos. - A renúncia ocorre em meio à pressão sobre instituições culturais devido à guerra. - Apelos por boicotes a organizações culturais israelenses aumentaram recentemente. - A atual diretora interina, Suzanne Landau, já enfrenta desafios significativos.

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Eva Madjiboj-Levy anunciou sua saída do cargo de gerente geral do Museu de Israel, menos de um ano e meio após assumir a posição. A decisão foi divulgada pelo conselho do museu e reportada pelo jornal israelense Haaretz. Este é o quarto desligamento significativo na liderança da instituição na última década. O conselho expressou gratidão […]

Eva Madjiboj-Levy anunciou sua saída do cargo de gerente geral do Museu de Israel, menos de um ano e meio após assumir a posição. A decisão foi divulgada pelo conselho do museu e reportada pelo jornal israelense Haaretz. Este é o quarto desligamento significativo na liderança da instituição na última década. O conselho expressou gratidão a Madjiboj-Levy por sua contribuição durante um dos períodos mais desafiadores da história do museu, que completou 60 anos.

Não foram divulgadas as razões para sua saída, que ocorre após a renúncia do diretor anterior, Denis Weil, que também deixou o cargo após 18 meses. Atualmente, a curadora Suzanne Landau atua como diretora interina, tendo sido anteriormente diretora do Museu de Arte de Tel Aviv. Weil, um especialista em design, sucedeu Ido Bruno, que liderou o museu durante a pandemia de COVID-19. Antes de Bruno, James Snyder esteve à frente da instituição por duas décadas, garantindo apoio financeiro significativo.

A saída de Madjiboj-Levy acontece em um contexto de crescente escrutínio sobre as instituições culturais de Israel, em resposta à guerra entre Israel e Hamas. Em julho, Haaretz informou que, sob a direção de Landau, obras emprestadas do museu não seriam identificadas como tal em instituições estrangeiras. Em outubro, a Literary Hub publicou uma carta assinada por mais de 2.700 escritores, incluindo nomes como Sally Rooney e Jhumpa Lahiri, pedindo um boicote a organizações culturais israelenses.

Em contrapartida, uma carta de resposta, assinada por figuras proeminentes, se opôs ao boicote, ressaltando a importância do intercâmbio cultural. A situação reflete as tensões atuais que afetam o cenário cultural em Israel, destacando a complexidade das relações internacionais e culturais em tempos de conflito.

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