Roy Ayers, vibrafonista americano renomado e pioneiro do jazz-funk, faleceu na terça-feira, aos 84 anos, em Nova York, após uma longa doença, conforme anunciado por sua família nas redes sociais. O motivo exato da morte não foi divulgado. Em nota, a família destacou que Ayers “viveu 84 anos lindos e fará muita falta”. Nascido em […]
Roy Ayers, vibrafonista americano renomado e pioneiro do jazz-funk, faleceu na terça-feira, aos 84 anos, em Nova York, após uma longa doença, conforme anunciado por sua família nas redes sociais. O motivo exato da morte não foi divulgado. Em nota, a família destacou que Ayers “viveu 84 anos lindos e fará muita falta”.
Nascido em Los Angeles, Ayers teve uma conexão com a música desde cedo, influenciado por seus pais, a pianista Ruby Ayers e o trombonista Roy Sr. Desde os cinco anos, demonstrou talento musical, tocando piano e, posteriormente, outros instrumentos como guitarra, flauta e bateria, até escolher o vibrafone como seu principal instrumento. Nos anos 1960, já era um músico profissional, colaborando com nomes como Herbie Mann.
Ayers transformou o vibrafone, um instrumento de percussão semelhante ao xilofone, em uma ferramenta de exploração musical, distanciando-se do jazz acelerado de Lionel Hampton. Philip Woo, que trabalhou com Ayers, descreveu seu estilo como intuitivo, sem partituras. Recentemente, ele colaborou com artistas contemporâneos, incluindo Kanye West, e também compôs para o cinema, como em “Coffy”, filme de 1973 que lançou Pam Grier.
Seu sucesso “Everybody Loves the Sunshine” acumulou mais de 130 milhões de streams no Spotify e foi remixado por artistas como Mary J. Blige e Tupac. A revista Rolling Stone caracterizou sua música como uma fusão de soul, jazz e funk. A família pediu respeito à sua privacidade e anunciou que uma celebração da vida de Roy Ayers será realizada em breve.
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