A ministra da Cultura, Margareth Menezes, manifestou apoio à escola de samba Unidos de Padre Miguel (UPM) após sua desclassificação no Carnaval 2025 do Rio de Janeiro. Em suas redes sociais, ela considerou “inaceitável” que a agremiação tenha perdido pontos por utilizar “excesso de termos em Iorubá” no samba-enredo. Menezes destacou a importância do Iorubá, […]
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, manifestou apoio à escola de samba Unidos de Padre Miguel (UPM) após sua desclassificação no Carnaval 2025 do Rio de Janeiro. Em suas redes sociais, ela considerou “inaceitável” que a agremiação tenha perdido pontos por utilizar “excesso de termos em Iorubá” no samba-enredo. Menezes destacou a importância do Iorubá, afirmando que é uma das línguas que compõem a cultura brasileira, presente no samba e nas religiões de matriz africana.
A UPM terminou em último lugar entre as doze escolas do Grupo Especial, ficando atrás da Mocidade Independente de Padre Miguel por apenas 1,1 ponto. A escola, conhecida pela sua tradição e história, anunciou que irá recorrer à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) contra o rebaixamento, alegando “inconsistências graves” no julgamento.
A agremiação está atualmente reunindo todos os elementos necessários para formalizar seu pedido de recurso, com base em uma análise criteriosa das justificativas que foram divulgadas. A expectativa é que a Liesa reavalie as decisões tomadas durante o Carnaval, levando em consideração a relevância cultural do Iorubá e sua contribuição para a identidade do samba.
O caso gerou repercussão nas redes sociais, com muitos apoiadores da UPM e da cultura afro-brasileira se manifestando em defesa da escola. A situação levanta questões sobre a valorização da diversidade cultural nas festividades e o papel das línguas africanas na formação da identidade nacional.
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