Adriano Pedrosa foi o primeiro curador latino-americano da Bienal de Veneza, que aconteceu em 2024. Ele apresentou obras de artistas do Sul Global, incluindo brasileiros. Apesar de algumas críticas sobre a exposição ser didática e politizada, a Bienal resultou na aquisição de 29 obras para o acervo do Masp, incluindo uma obra de Salman Toor, que ainda está em processo de doação. Durante o evento, Pedrosa observou obras de artistas como Portinari e Yêdamaria, mas enfrentou críticas de jornalistas que acharam que a curadoria focou demais em questões políticas e não na qualidade das obras. Ele defendeu suas escolhas, afirmando que muitos artistas já são reconhecidos em seus países de origem. A Bienal também trouxe um aumento no prestígio de Pedrosa e deixou um legado material para o Masp, que agora possui um acervo mais diversificado, incluindo artistas contemporâneos africanos e latino-americanos. O transporte das obras adquiridas foi complexo, envolvendo cuidados especiais para garantir a segurança das peças. Pedrosa planeja continuar no Masp e já tem exposições futuras programadas, incluindo uma dedicada a histórias latino-americanas.
Adriano Pedrosa, o primeiro curador latino-americano da Bienal de Veneza, apresentou obras de artistas do Sul Global na edição de 2024, que ocorreu até 24 de novembro. Apesar de críticas sobre didatismo e politização, a Bienal resultou na aquisição de 29 obras para o acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp).
Durante a Bienal, Pedrosa explorou a figura humana em retratos, destacando artistas brasileiros como Candido Portinari e Emiliano Cavalcanti. A seção de retratos, no entanto, foi alvo de críticas, com alguns jornalistas apontando um excesso de moralismo e uma abordagem didática. O crítico Jason Farago, do New York Times, destacou que a exposição “tokeniza” e “rotula” artistas talentosos.
Pedrosa defendeu sua curadoria, afirmando que a escolha de obras foi feita com base na relevância dos artistas, mesmo que alguns críticos considerassem a seleção excessivamente focada em artistas falecidos. Ele mencionou que muitos desses artistas já são reconhecidos em seus países de origem. A Bienal também trouxe um legado material significativo para o Masp, com obras de artistas contemporâneos e uma doação em processo do pintor paquistanês Salman Toor.
A viagem a Veneza, que envolveu noventa pessoas do Masp, resultou em doações que incluem artistas indígenas e queer, refletindo a diversidade do acervo. O transporte das obras foi complexo, envolvendo embalagem especializada e transporte internacional. As doações visam equilibrar a coleção do Masp, que historicamente teve um foco maior em arte brasileira.
Pedrosa, que atua como diretor artístico do Masp desde 2014, expressou satisfação com os resultados da Bienal, afirmando que o impacto das exposições pode levar tempo para ser plenamente compreendido. Ele planeja continuar sua gestão no Masp, com futuras exposições focadas em histórias latino-americanas e artistas contemporâneos.
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