A China pode estar mudando sua postura em relação ao K-pop, que estava banido desde 2016 devido a tensões políticas. O grupo Epex anunciou um show em Fuzhou, que será o primeiro concerto de um grupo coreano na China em anos. Além disso, um grande evento de K-pop, o Dream Concert, está programado para setembro em Hainan. Essa mudança pode ser parte da estratégia da China para estimular a economia, já que o consumo interno tem caído. O governo chinês começou a promover eventos culturais, como shows, para incentivar gastos em turismo e comércio local. O K-pop é importante para a economia sul-coreana, e a reabertura do mercado chinês pode trazer grandes benefícios para as empresas do setor. Analistas acreditam que essa mudança também visa melhorar as relações diplomáticas com a Coreia do Sul. O show do Epex é visto como um teste que pode abrir caminho para eventos maiores no futuro.
Desde 2016, a China impôs um banimento não oficial a grupos de K-pop devido a tensões políticas. Recentemente, o grupo Epex anunciou um show em Fuzhou, programado para o dia 31 de maio, marcando o primeiro concerto de um grupo coreano na China em anos. Além disso, um grande evento de K-pop, o Dream Concert, está agendado para setembro, indicando uma possível reabertura do mercado chinês para artistas sul-coreanos.
A mudança na postura da China pode estar ligada à necessidade de revitalizar a economia. A análise de Oh Jiwoo, da CGS International Securities Hong Kong, sugere que a reabertura do setor cultural, incluindo eventos de K-pop, visa estimular o consumo interno, que caiu de quase setenta por cento do PIB em 2018 para menos de trinta por cento atualmente. O governo chinês começou a promover eventos culturais para impulsionar gastos em turismo e comércio local.
A China é o terceiro maior mercado de exportação de álbuns da Coreia do Sul. A indústria de K-pop é vista como resistente a tarifas, o que a torna uma opção viável para o governo chinês. A análise da Shinhan Securities destaca que, apesar da volatilidade do mercado, o setor de entretenimento não é afetado por tarifas, tornando a possibilidade de abertura do mercado válida.
A reabertura do K-pop também pode ter um componente diplomático. Analistas da Citi indicam que a China busca restaurar laços com países vizinhos, como a Coreia do Sul, em meio a desafios econômicos. A diplomacia cultural pode facilitar a redução de restrições sobre conteúdo sul-coreano, permitindo a retomada das receitas geradas por fãs na região.
O concerto do Epex é visto como um teste de política que pode abrir portas para eventos maiores. A expectativa é que, com a aprovação de eventos menores, como os de grupos como Twice e IVE, a China avance para a reengajamento com artistas de maior visibilidade. A indústria de K-pop, que já enfrentou dificuldades, pode ver um aumento significativo em sua receita caso as restrições sejam totalmente levantadas.
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