A ópera “Don Giovanni”, de Mozart, está em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo, com direção de Hugo Possolo e regência de Roberto Minczuk. A montagem traz humor brasileiro e elementos de circo, além de adaptações nos recitativos para o português. A cenografia, criada por Vera Hamburger, é impressionante e a iluminação de Miló Martins complementa bem a produção. O elenco inclui Hernán Iturralde como Don Giovanni, Camila Provenzale como Zerlina e Anibal Mancini como Don Ottavio. A apresentação mistura ironia e crítica social, mas pode exagerar em algumas mensagens. A música de Mozart se adapta às classes sociais das personagens, e a cena do cemitério destaca o tom trágico e cômico da obra. A montagem é uma oportunidade valiosa para apreciar a genialidade de Mozart.
A ópera “Don Giovanni”, de Wolfgang Amadeus Mozart, está em cartaz no Theatro Municipal de São Paulo. A montagem, dirigida por Hugo Possolo e regida por Roberto Minczuk, apresenta uma nova abordagem que mistura humor brasileiro e elementos de artes circenses. As apresentações ocorrem nos dias 6, 7, 9 e 10 de maio, com horários variados.
A cenografia, assinada por Vera Hamburger, é descrita como majestosa, enquanto a iluminação é de Miló Martins. A adaptação inclui recitativos em português e toques de improvisação, trazendo leveza à narrativa. Possolo se inspirou em Molière, buscando um equilíbrio entre o humor e a crítica social, embora algumas intervenções tenham sido vistas como excessivas.
O elenco conta com Hernán Iturralde no papel de Don Giovanni, Camila Provenzale como Zerlina e Anibal Mancini como Don Ottavio. A performance de Luisa Francesconi como Donna Elvira foi destacada, especialmente sua ária “Mi tradì quell’alma ingrata”. A cena do cemitério foi um dos pontos altos, combinando elementos trágicos e cômicos.
A montagem também aborda questões contemporâneas, como o machismo, mas corre o risco de perder a sutileza das ironias originais. A música de Mozart, que reflete a classe social das personagens, foi bem recebida, especialmente durante o baile final do primeiro ato, onde todos os principais personagens se apresentam juntos.
A experiência da ópera é enriquecida pela diversidade do elenco e pela interpretação dos personagens, que trazem à tona as complexidades do desejo e da moralidade, temas centrais da obra.
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