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Casa do Pandeiro é inaugurada no Rio com exposição sobre a história do instrumento

Casa do Pandeiro é inaugurada no Rio com exposição que celebra a história do instrumento e homenageia mestres da percussão.

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Clarice Magalhães, uma pandeirista com 30 anos de carreira, sempre quis um espaço no Rio de Janeiro para promover o pandeiro. Recentemente, esse desejo se tornou realidade com a abertura da Casa do Pandeiro, localizada no Centro da cidade. O local faz parte do projeto Reviver Cultural, que busca revitalizar a área. A Casa do Pandeiro também inaugurou a exposição permanente “Pandeiros do Brasil: história, tradição, inovação”, que apresenta a história do instrumento e homenageia grandes mestres da percussão. A exposição inclui obras de artistas como Lucas Finonho e Bete Esteves, e traz um olhar sobre a evolução do pandeiro, que tem raízes no Oriente Médio e foi trazido para o Brasil. Clarice destaca a importância de incluir todos os estilos e pessoas no espaço, refletindo sobre a crescente presença de mulheres na percussão. A exposição será inaugurada com uma programação que inclui contação de histórias e apresentações musicais.

Clarice Magalhães, pandeirista com trinta anos de carreira, inaugurou a Casa do Pandeiro no Centro do Rio de Janeiro, no último sábado, 10 de setembro. O espaço, que visa promover aulas e encontros, conta com a exposição permanente “Pandeiros do Brasil: história, tradição, inovação”.

A Casa do Pandeiro, localizada na Travessa do Ouvidor, faz parte do projeto Reviver Cultural, que busca revitalizar a região através de iniciativas culturais. A exposição destaca a história do pandeiro e homenageia mestres da percussão, como Jackson do Pandeiro e Bira Presidente. Clarice Magalhães, que também é curadora do evento, expressou a importância de criar um espaço físico para o pandeiro, especialmente após a perda do músico Scott Feiner.

A exposição é dividida em dois eixos: um histórico e documental, e outro com obras de artistas contemporâneos, como Lucas Finonho e Bete Esteves. O espaço também abriga uma biblioteca especializada, batizada em homenagem a Alfredo de Alcântara, pandeirista do grupo Oito Batutas.

Clarice ressaltou a crescente participação de mulheres na percussão, afirmando que suas turmas atualmente têm mais mulheres do que homens. A exposição também aborda a marginalização do pandeiro, que, por muito tempo, foi associado à cultura negra e à criminalização. A partir da década de 1930, com a valorização do samba, o instrumento começou a ser aceito como parte da identidade nacional.

A inauguração contou com a presença dos curadores e artistas, além de uma roda de choro e samba, celebrando a rica história e a versatilidade do pandeiro.

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