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Coppola critica tarifas de Trump e alerta sobre riscos à democracia nos EUA

Coppola critica tarifas de Trump sobre filmes estrangeiros, alertando para incertezas na indústria e comparando a situação política dos EUA à Roma antiga.

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Francis Ford Coppola, famoso por filmes como “O poderoso chefão”, criticou as tarifas que Donald Trump quer impor sobre filmes estrangeiros, dizendo que isso traz incerteza e pode prejudicar a indústria cinematográfica. Trump anunciou que pretende taxar em 100% os filmes que chegam aos EUA, pedindo ao Departamento de Comércio para iniciar esse processo. Coppola afirmou que essas tarifas seriam um erro, pois poderiam impedir ganhos financeiros para o país, especialmente em um momento de inflação global. Ele também comentou sobre seu filme “Megalópolis”, que, apesar de críticas ruins e um início decepcionante nas bilheteiras, está atraindo público, assim como aconteceu com “Apocalipse now”, que também foi mal recebido no começo. Coppola veio ao Brasil para lançar “Megalópolis” e alertou que os EUA correm o risco de perder sua democracia, comparando a situação atual com a queda da República Romana.

O cineasta Francis Ford Coppola, conhecido por clássicos como “O poderoso chefão”, criticou as tarifas sobre filmes estrangeiros propostas pelo presidente Donald Trump. Em entrevista à revista GQ, Coppola afirmou que essas tarifas “só criam incerteza” e podem prejudicar a indústria cinematográfica. Trump anunciou a intenção de taxar em 100% filmes produzidos fora dos Estados Unidos, buscando incentivar a produção local.

Coppola destacou que a imposição de tarifas seria “como bater com a porta na cara” de um possível ganho financeiro para o país. Ele lembrou que a inflação é um problema global e que a indústria cinematográfica não deve ser afetada por medidas protecionistas. O diretor também mencionou que, desde a eleição de Trump, as sessões de seu novo filme, “Megalópolis”, estão esgotadas.

Desempenho de “Megalópolis”

“Megalópolis”, que estreou no Brasil em outubro, aborda a queda da República Romana e suas semelhanças com a situação política atual dos Estados Unidos. Coppola considerou sua comparação entre Roma e os EUA “profética”. Apesar das críticas negativas, o filme está atraindo público, assim como ocorreu com “Apocalipse now”, que também enfrentou um início difícil nas bilheteiras.

O cineasta relembrou que “Apocalipse now” foi inicialmente considerado um fracasso, mas acabou conquistando o público. Ele acredita que “Megalópolis” está seguindo um caminho semelhante. Coppola esteve no Brasil para o lançamento do filme uma semana antes da eleição de Trump e expressou preocupações sobre a situação política nos EUA, alertando para o risco de um regime autoritário.

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