Mateus Aleluia, artista do Recôncavo Baiano e último integrante do grupo Os Tincoãs, lançou seu quinto álbum solo, chamado “Mateus Aleluia”, após cinco anos desde “Olorum”. Neste novo trabalho, ele fala sobre diferentes formas de amor e expressa sua conexão com a natureza e a consciência racial. Aleluia, que está prestes a completar 82 anos, afirma que sua música é uma forma de evocar sentimentos e que o amor é uma manifestação da vida. Ele relaciona sua arte com a espiritualidade do candomblé, onde a música é essencial para se conectar com o sagrado. O álbum inclui canções que refletem sua herança e experiências, como sua vivência em Luanda, onde aprofundou seus estudos em música e religião. Aleluia também aborda questões sociais, como a luta contra as desigualdades raciais, e sua música é um convite à reflexão sobre a relação entre o ser humano e a natureza. O disco, que tem arranjos de Tadeu Mascarenhas, já está disponível nas plataformas digitais.
Mateus Aleluia, artista do Recôncavo Baiano e último remanescente do trio Os Tincoãs, lançou seu quinto álbum solo, intitulado “Mateus Aleluia”, no dia 9 de maio. O novo trabalho, que chega cinco anos após “Olorum”, explora diversas formas de amor e reflete sua consciência racial e conexão com a natureza.
O álbum, com direção musical de Tadeu Mascarenhas, é descrito por Aleluia como uma expressão de suas divagações. “Canto da forma que eu gosto de cantar, sem compromisso, sem me apegar a regras, mas me apegando sempre ao sentimento,” afirmou o artista. Ele destaca que o amor é uma manifestação da existência humana e que pode se apresentar de maneiras variadas, desde as mais carinhosas até as mais brutais.
A música de Aleluia é profundamente influenciada pelo candomblé, onde a música é fundamental para a conexão com o sagrado. O artista menciona que seu novo trabalho reflete a compreensão de que amar é reconhecer-se como parte da vida, da dor e do prazer. “No amor não mando, me manda o amor,” canta na faixa de abertura, “No Amor Não Mando”.
Conexão com a Ancestralidade
Aleluia, que completará 82 anos, é parte de uma linhagem de artistas influentes da Bahia. Ele considera o Recôncavo não apenas um espaço geográfico, mas um “ponto de força” que proporciona introspecção. O artista recorda a passagem da artista Marina Abramović por sua cidade natal, onde ela gravou parte do filme “Espaço Além”, ressaltando a espiritualidade presente na região.
O novo álbum também aborda suas heranças familiares e culturais. Em “Acalanto”, ele menciona sua mãe e fala sobre seu nascimento, referindo-se a um “cheiro de senzala” que, segundo ele, não o aprisiona, mas o liberta. Aleluia enfatiza a importância da consciência negra e a necessidade de lutar contra as desigualdades.
Manifesto Musical
A canção “Pantera Negra” se destaca como um manifesto antirracista, expressando a urgência da organização da população negra. “Salte livre, minha pantera, filinês de fera,” é um dos trechos que refletem essa luta. O álbum, que terá uma edição em vinil prevista para o segundo semestre, traz uma capa ilustrada por Athos Sampaio.
Mateus Aleluia busca equilibrar o que é terreno e o que é divino em sua música. “O sagrado ou profano é como o positivo e o negativo,” explica. O artista se vê em constante movimento, “em uma corda-bamba,” onde a busca por equilíbrio é essencial. O álbum “Mateus Aleluia” já está disponível nas plataformas digitais.
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