A cidade suíça de Basel está se preparando para receber o Eurovision Song Contest, um evento que não acontece na Suíça desde 1988. O famoso tapete turquesa do concurso será o mais longo da história, com 1,3 km, ligando a prefeitura de Basel à vila do Eurovision. A cidade, que tem uma população de 175 mil habitantes, espera receber cerca de 500 mil visitantes, destacando sua localização no coração da Europa e sua tradição de acolhimento. Apesar de objeções de grupos evangélicos que criticaram o evento, a população votou a favor do orçamento de quase 40 milhões de dólares para o concurso. A segurança será reforçada com 1.300 policiais e uma operação inovadora que inclui equipes de conscientização para ajudar vítimas de assédio. Além disso, Basel promete uma série de eventos gratuitos, como concertos e exposições em seus 40 museus. No entanto, o evento também enfrenta críticas por regras que proíbem bandeiras de identidade de gênero no palco, o que gerou descontentamento entre grupos LGBTQ+. A cidade está se preparando para garantir que todos se sintam bem-vindos, com transporte público funcionando 24 horas e até um bonde de karaokê para os fãs.
Basel se Prepara para o Eurovision Song Contest
A cidade suíça de Basel se transforma em um grande palco neste fim de semana, ao receber o Eurovision Song Contest. Após 36 anos desde que a Suíça sediou o evento pela última vez, quando Celine Dion venceu em 1988, a expectativa é alta. O famoso tapete turquesa do concurso, com 1,3 km, será o mais longo da história, ligando a prefeitura de Basel à vila do Eurovision.
O governo local, liderado por Conradin Cramer, destaca que Basel, com 175 mil habitantes, é o “coração da Europa”, devido à sua proximidade com França e Alemanha. A cidade tem uma tradição de acolhimento e diversidade, o que a torna um local ideal para o evento. Apesar de objeções de grupos evangélicos, que tentaram barrar o uso de recursos públicos para o concurso, uma votação em 24 de novembro aprovou o orçamento de quase R$ 40 milhões com 66,6% de apoio popular.
Segurança e Inclusão
A segurança do evento será reforçada com 1.300 policiais em serviço. Basel implementou uma operação inovadora, incluindo equipes de conscientização em jaquetas rosas, disponíveis 24 horas para ajudar vítimas de violência ou assédio. A diretora de segurança, Stephanie Eymann, afirmou que o objetivo é garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos os visitantes.
Embora os ingressos para o concurso tenham esgotado rapidamente, a cidade promete uma programação diversificada, com concertos gratuitos e projetos artísticos em seus 40 museus. A exposição “Glitz and Glam” no museu de história natural e uma mostra com obras de artistas renomados como Andy Warhol e Pablo Picasso estão entre as atrações.
Controvérsias e Expectativas
A escolha de Basel como sede foi feita em agosto do ano passado, o que gerou um curto período de organização. Grupos evangélicos levantaram preocupações sobre os valores familiares, mas a votação popular demonstrou um forte apoio ao evento. Cramer enfatiza que a mensagem de Basel é de acolhimento, refletindo os valores europeus de diversidade.
No entanto, o European Broadcasting Union (EBU), responsável pelo concurso, mantém regras rígidas sobre a exibição de bandeiras, permitindo apenas as nacionais no palco. Grupos LGBTQ+ expressaram descontentamento com essa decisão, considerando-a uma falta de apoio em um momento de crescente hostilidade na Europa. Apesar disso, Cramer reafirma que Basel é um espaço onde todos são bem-vindos, independentemente de sua identidade.
Para facilitar o acesso ao evento, a ferrovia suíça disponibilizará trens extras, e os bondes em Basel funcionarão 24 horas. Uma atração especial, o bondinho de karaokê, permitirá que os passageiros cantem enquanto percorrem a cidade.
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