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Descoberta antiga fábrica de tinta roxa revela segredos da vida bíblica em Israel

Descoberta em Tel Shiqmona, Israel, revela antiga fábrica de tinta roxa, desafiando a ideia de que romanos foram os pioneiros na produção.

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Pesquisadores encontraram uma antiga fábrica de tinta roxa em Tel Shiqmona, Israel, datada de 1100 a.C. Essa descoberta mostra que a produção de corante roxo era feita em larga escala muito antes dos romanos. O local, que fica ao sul de Haifa, é o único conhecido no mundo onde foram escavadas oficinas de produção desse corante, com evidências de fabricação contínua durante a Idade do Ferro. Os arqueólogos encontraram cubas manchadas de tinta e ferramentas usadas no processo. O corante, extraído de moluscos, era muito valioso na antiguidade e é mencionado na Bíblia, como em Atos 16:14, que fala sobre uma comerciante de tecidos roxos. Os pesquisadores usaram várias técnicas para analisar os artefatos e descobriram que a fábrica não só produzia o corante, mas também tingia fibras e lã. O processo envolvia várias etapas químicas para transformar o fluido dos moluscos em um corante que se fixava nos tecidos. A produção ocorria no próprio local, tornando o processo eficiente.

Recentemente, pesquisadores anunciaram a descoberta de uma antiga fábrica de tinta roxa em Tel Shiqmona, Israel, datando de aproximadamente 1100 a.C.. O sítio, localizado ao sul de Haifa, revela técnicas de produção em larga escala que antecedem as conhecidas dos romanos.

O estudo, publicado na revista PLOS One, identifica Tel Shiqmona como uma instalação especializada na fabricação do valioso corante roxo, extraído de moluscos. Os autores destacam que este é o único local no Oriente Próximo e em todo o mundo onde foram escavadas oficinas de produção desse corante, com evidências claras de uma operação contínua durante a Idade do Ferro.

Fragmentos de cubas e ferramentas de pedra foram encontrados no local, indicando uma produção industrial que desafia a ideia de que o processo foi introduzido apenas pelos romanos no século I d.C. O corante roxo, mencionado em várias passagens bíblicas, era altamente valorizado na antiguidade, como evidenciado em Atos 16:14, que fala sobre uma comerciante de tecidos púrpura.

Técnicas de Produção

Os pesquisadores utilizaram análises químicas e mineralógicas para examinar os artefatos. O arqueólogo Golan Shalvi explicou que, ao serem esmagados, os moluscos liberavam um fluido esverdeado que, ao oxidar, se tornava roxo. Para que o corante se ligasse aos tecidos, era necessário um processo químico complexo.

O local não possuía arquitetura monumental, mas funcionou como um centro industrial durante a maior parte da Idade do Ferro. Shalvi imagina que o ambiente era marcado por um odor forte devido ao processo de produção. As cubas encontradas permitiam a imersão de lã e fibras, indicando que a fábrica não apenas extraía o pigmento, mas também realizava o tingimento.

Os pesquisadores concluíram que toda a produção, desde a coleta dos moluscos até o tingimento, ocorria no próprio local, tornando o processo bastante eficiente. A descoberta em Tel Shiqmona oferece um novo entendimento sobre a produção de corantes na antiguidade e suas implicações culturais e econômicas.

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