Pesquisadores descobriram mais sobre a sociedade da Idade do Cobre na península Ibérica, especialmente em Valencina, um grande sítio arqueológico na Espanha. Antes, era difícil estudar essa época por falta de restos humanos, mas novas evidências ajudaram a entender melhor a organização social e política do local. Valencina era um centro que atraía muitas pessoas e tinha um sistema político e religioso forte, com destaque para a presença de mulheres em posições de liderança. O local, que tinha mais de 400 hectares, era conhecido por suas construções megalíticas e objetos luxuosos, como joias e ferramentas feitas de materiais raros. No entanto, por volta de 2300 a.C., a sociedade de Valencina entrou em colapso devido a mudanças climáticas, o que levou ao abandono do lugar. Essa transformação marcou o fim de um período importante e deu início à Idade do Bronze, mudando a dinâmica social e política da região.
A sociedade da Idade do Cobre na península Ibérica, especialmente em Valencina, foi objeto de um estudo recente que revela um sistema político e religioso complexo. Pesquisadores da Universidade de Sevilla e da Universidade Northwestern reconstruíram o contexto social dessa época, destacando a centralização da produção e a atração de grandes populações.
Entre o período de 3200 a 2200 a.C., Valencina se destacou como um megasitio de mais de 400 hectares, contemporâneo de locais como Los Millares e Stonehenge. O estudo, publicado na revista *Journal of Anthropological Archaeology*, aponta que a região era um centro monumental que unia milhares de pessoas, com um notável liderança feminina refletida em objetos suntuários.
Os pesquisadores identificaram que, entre 2900 e 2650 a.C., Valencina experimentou um auge cultural e social. A construção de monumentos, como tholos e grandes fosos, era parte de um sistema que promovia a coesão social. No entanto, por volta de 2300 a.C., a sociedade enfrentou um colapso abrupto, exacerbado por fatores climáticos, como um aumento da aridez.
O estudo sugere que Valencina funcionou como um sistema político e religioso que centralizava a produção e o comércio. Os líderes, embora poderosos, enfrentavam desafios constantes. A pesquisa destaca que a construção de monumentos consumia os excedentes agrários, evitando a concentração de riqueza nas mãos de elites.
Com o declínio de Valencina, a península Ibérica entrou em uma nova fase sociopolítica, conhecida como Idade do Bronze. O colapso de megasitios como Valencina marcou uma transição significativa na história da região, abrindo caminho para novas formas de organização social e econômica.
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