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Derek Ridgers revela a essência do Festival de Cannes em novo livro de fotografias

Derek Ridgers lança "Cannes", um livro com 80 fotos que retratam a evolução do festival nas décadas de 1980 e 1990.

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Derek Ridgers, um fotógrafo famoso por seus retratos de subculturas britânicas, começou sua jornada no Festival de Cannes em 1984, quando fotografou o rapper Afrika Bambaataa. Ele voltou ao festival 11 vezes, mas só assistiu a dois filmes. Ridgers preferiu capturar as cenas ao redor do evento, focando em celebridades e modelos. Agora, ele lançou um livro chamado “Cannes”, que reúne 80 fotos de suas visitas nas décadas de 1980 e 1990. As imagens mostram um festival diferente, sem celulares e com uma cobertura mais voltada para a mídia impressa. Ridgers destaca que seu interesse sempre foi pelas pessoas e suas interações. O livro apresenta momentos divertidos e ousados, incluindo a presença de estrelas do cinema adulto, que trouxeram uma atmosfera mais leve ao festival. Ele também menciona que, na época, era comum ver comportamentos que hoje seriam considerados inaceitáveis. Ridgers se dedicou a registrar a vida e a diversão do festival, criando um trabalho que reflete a cultura e a loucura daqueles anos.

Derek Ridgers, fotógrafo renomado por seus retratos de subculturas britânicas, lançou um novo livro intitulado “Cannes”, que reúne oitenta imagens de suas visitas ao Festival de Cannes nas décadas de 1980 e 1990. O livro captura a evolução do evento e momentos de deboche que marcaram a época.

Ridgers fez sua estreia no festival em 1984, quando foi contratado para fotografar o DJ e rapper Afrika Bambaataa, que promovia sua participação no filme “Beat Street”. Desde então, ele retornou a Cannes onze vezes, mas viu apenas dois filmes durante suas visitas. O fotógrafo se concentrou nas cenas vibrantes e, por vezes, controversas que ocorriam fora das salas de cinema.

As imagens de Ridgers mostram um festival que, segundo ele, se tornou um espetáculo diferente ao longo dos anos. O evento atual é amplamente experienciado pelas redes sociais, enquanto suas fotos retratam uma época sem celulares, onde a cobertura era feita principalmente por TV e mídia impressa. “Meu interesse sempre foi pelas pessoas e pela condição humana”, afirmou Ridgers, que também documentou a cena punk de Londres.

A Atmosfera do Festival

O livro “Cannes” apresenta uma atmosfera de deboche e leveza, refletindo a natureza festiva do evento. Ridgers capturou ícones como Clint Eastwood e Helmut Newton, além de modelos emergentes e até estrelas da indústria adulta. Ele observou que a presença de estrelas do pornô, como durante os prêmios Hot D’Or, trouxe uma camada de loucura ao festival, contrastando com a seriedade do evento principal.

Ridgers também registrou momentos que hoje seriam considerados controversos, como um fotógrafo tirando uma foto de forma invasiva. “Era chocante na época, e por isso capturei a cena”, disse ele. O fotógrafo destacou que, apesar de sua competitividade, nunca se sentiu próximo de outros profissionais no festival.

Reflexões sobre o Passado

O novo livro é descrito por Ridgers como uma coleção de imagens que, embora sérias em seu trabalho, não são um fotolivro sério. “A maioria das fotografias é frívola, e algumas são simplesmente escandalosas”, comentou. Ele observou que, devido a leis atuais sobre direitos de imagem, é mais difícil publicar fotos de pessoas em público sem permissão, algo que não era uma preocupação na época.

As imagens de Ridgers são um testemunho de um tempo em que Cannes era um espaço de diversão e extravagância, capturando a essência de um festival que, para ele, sempre foi sobre pessoas e suas interações.

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