Claude Monet, famoso pintor do impressionismo, é conhecido por suas paisagens com lagos, rios e jardins. A nova exposição “A Ecologia de Monet”, que começa no Masp em 16 de novembro, relaciona sua arte com a crise climática atual. Embora a questão ambiental não fosse discutida no século XIX, foi nesse período que se começou a entender a relação entre o homem e a natureza. A mostra apresenta 32 obras de Monet, que refletem essa interação, incluindo a presença de indústrias e mudanças urbanas. Um exemplo é a pintura “Ponte de Waterloo”, que retrata a névoa de Londres misturada à fumaça das fábricas. A exposição também destaca o jardim que Monet cultivou em sua casa em Giverny, onde ele manipulou a natureza para criar cenários para suas obras. A curadoria levou sete anos e inclui obras emprestadas de museus internacionais, com a maioria sendo exibida pela primeira vez no Brasil. Monet é um artista muito valorizado, e sua obra continua a ser relevante, especialmente em discussões sobre meio ambiente. A exposição no Masp também acontece ao lado de uma mostra dedicada ao artista polonês Frans Krajcberg, que usou sua arte para ativismo ambiental, criando um contraste interessante entre os dois artistas.
Claude Monet, um dos ícones do impressionismo, será o foco da nova exposição “A Ecologia de Monet”, que inicia no MasP em 16 de novembro. A mostra busca conectar a obra do artista com a atual crise climática, destacando sua percepção sobre a economia da natureza e as transformações ambientais.
Monet é famoso por suas paisagens que retratam lagos, rios e jardins. A exposição, com 32 telas de diferentes fases de sua carreira, propõe uma nova leitura de sua relação com a natureza. Segundo Fernando Oliva, curador da mostra, “parte dos problemas ecológicos que sofremos hoje surgiram nesse momento”. Ele destaca que Monet percebeu a interdependência entre a natureza e a sociedade, refletindo sobre as mudanças urbanas e industriais de sua época.
Um exemplo notável é a pintura Ponte de Waterloo, de 1903, que retrata a névoa de Londres misturada à fumaça das fábricas. A exposição também inclui obras que documentam fenômenos climáticos, como Efeito da neve em Vétheuil e Tempestade, costa de Belle-Île. Além disso, um núcleo da mostra é dedicado ao jardim de Monet em Giverny, onde ele cultivou plantas asiáticas e desviou o curso do rio Epte para criar um cenário ideal para suas obras.
Colaboração Internacional
A curadoria da exposição envolveu sete anos de negociações com instituições de cinco países. Obras de museus como o Museu d’Orsay e a Galeria Nacional de Arte de Washington foram emprestadas, muitas delas exibidas pela primeira vez no Sul global. A última grande exposição de Monet no MasP, em 1997, atraiu 401.201 visitantes, um recorde que se manteve até 2019.
A relevância de Monet no mercado de arte é evidente, com sua obra Montes de feno em Giverny vendida por cerca de R$ 178 milhões em 2022. A exposição também se insere em um contexto mais amplo, que relaciona a arte à ecologia, ao lado da mostra Frans Krajcberg: Reencontrar a Árvore, que aborda a relação do artista polonês com a natureza.
Laura Cosendey, curadora assistente do MasP, ressalta a importância de Krajcberg, que utilizou elementos naturais em sua arte para discutir questões ambientais. A proposta é criar um diálogo entre Monet e Krajcberg, evidenciando diferentes abordagens sobre a relação entre arte e natureza.
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