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Maria Lúcia Godoy, ícone da música lírica brasileira, morre aos 100 anos em Belo Horizonte

A soprano Maria Lúcia Godoy, ícone da música brasileira, faleceu aos 100 anos em Belo Horizonte; velório será no Palácio das Artes.

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Maria Lúcia Godoy, uma importante soprano brasileira, faleceu aos 100 anos em Belo Horizonte. Ela era conhecida por suas interpretações de Heitor Villa-Lobos e gravou muitas músicas, incluindo clássicos da música popular. O velório será no Palácio das Artes e o enterro no Cemitério do Bonfim. Maria Lúcia foi elogiada por sua voz, comparada a um “pássaro voando” e a “ouro que não se destrói”. Ela teve uma carreira rica, cantando em óperas e músicas populares, e foi solista do Madrigal Renascentista. Nascida em Minas Gerais, ela se formou em Letras e recebeu homenagens ao longo da vida, incluindo um título de Doutora Honoris Causa. Seu último álbum foi lançado em 2012, e seu sobrinho planeja disponibilizar suas obras para o público.

Morreu, nesta quinta-feira (15), aos 100 anos, a soprano Maria Lúcia Godoy, uma das maiores intérpretes de Heitor Villa-Lobos. O falecimento ocorreu em Belo Horizonte, e a família confirmou a notícia. O velório será realizado no Palácio das Artes, a partir das 10h, e o enterro está agendado para as 17h no Cemitério do Bonfim.

Maria Lúcia Godoy foi uma artista renomada, gravando dezenas de discos que abrangem desde a música erudita até clássicos do cancioneiro popular. Sua interpretação das “Bachianas Brasileiras nº 5” é uma das mais conhecidas. A soprano encantou figuras como o ex-presidente Juscelino Kubitschek e foi elogiada por poetas como Carlos Drummond de Andrade, que comparou sua voz a “ouro que não se destrói”.

Nascida em 1924 em Mesquita, Minas Gerais, Godoy se mudou para Belo Horizonte na infância. Formou-se em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e, após vencer concursos, tornou-se solista do Madrigal Renascentista. O grupo foi fundamental na promoção da música mineira, apresentando-se em eventos importantes, como a inauguração de Brasília.

Legado Musical

Ao longo de sua carreira, Maria Lúcia gravou obras de compositores como Hekel Tavares, Carlos Gomes e Milton Nascimento. Em 2012, lançou seu último disco, “Acalantos”, e publicou livros infantis. Em 2024, foi homenageada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em seu centenário.

A soprano não se apresentava publicamente há cerca de dez anos, mas seu legado musical permanece vivo. Seu sobrinho, Daniel Godoy, planeja disponibilizar suas obras para uma exposição na UFMG e nas plataformas digitais, garantindo que a contribuição de Maria Lúcia Godoy à música brasileira continue a ser reconhecida.

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