Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Spotify manipula algoritmos e listas para maximizar lucros em detrimento de artistas reais

Livros recentes expõem como Spotify prioriza lucro em detrimento de artistas independentes, revelando práticas comerciais controversas.

0:00
Carregando...
0:00

Spotify mudou a forma como ouvimos música, mas enfrenta críticas sobre como seus algoritmos afetam a visibilidade de artistas, especialmente os independentes. Dois livros recentes, um de Glenn McDonald e outro de Liz Pelly, revelam práticas internas da empresa que podem prejudicar esses artistas. McDonald, ex-analista de dados da Spotify, argumenta que a plataforma trouxe mais pessoas para pagar por música, mas também destaca que muitos artistas não recebem uma parte justa dos lucros. Pelly, por sua vez, critica a forma como a Spotify trata a música como um produto comercial, priorizando o lucro em vez da diversidade musical. Ambos os autores alertam os ouvintes a não confiarem apenas nas listas de reprodução da plataforma, pois muitas delas incluem músicas de empresas que produzem conteúdo barato, prejudicando artistas reais. Além disso, a Spotify tem um sistema que pode favorecer artistas que aceitam receber menos em troca de mais visibilidade, o que levanta questões sobre a justiça desse modelo. A empresa também é acusada de promover músicas de grandes gravadoras em detrimento de artistas independentes. A situação é complexa, com muitos artistas lutando para serem ouvidos em meio a um mar de conteúdo.

Spotify enfrenta críticas crescentes sobre suas práticas comerciais e algoritmos, que impactam a visibilidade de artistas, especialmente os independentes. Dois livros recentes, *Aún no has escuchado tu canción favorita*, de Glenn McDonald, e *La máquina de estados de ánimo*, de Liz Pelly, revelam detalhes sobre o funcionamento interno da plataforma.

Os autores abordam como o Spotify utiliza listas de reprodução com músicas de empresas anônimas, prejudicando artistas emergentes. McDonald, ex-alquimista de dados da empresa, argumenta que a plataforma, ao oferecer streaming, transformou a forma como as pessoas consomem música, mas também prioriza o lucro em detrimento da diversidade musical. Ele destaca que, em 2022, 95% dos pagamentos foram feitos a apenas 200 mil artistas, enquanto o restante dos 10 milhões de artistas na plataforma lutam por visibilidade.

Pelly, por sua vez, critica o uso de “conteúdo feito sob medida” (PFC), que favorece músicas de baixo custo, prejudicando artistas reais. Ela revela que, em 2023, mais de 100 listas oficiais eram compostas quase exclusivamente por esse tipo de conteúdo. Essa prática, segundo Pelly, transforma listas de reprodução em “granjas de conteúdo barato”, afetando a qualidade da música disponível.

Ambos os autores concordam que os ouvintes devem ser críticos em relação às listas do Spotify. McDonald sugere que os usuários evitem se deixar levar pela facilidade das playlists e busquem apoiar músicos independentes. Ele ressalta que a música deve ser uma experiência autêntica, não apenas um fundo sonoro.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais