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Tessa Hulls conquista Pulitzer com graphic memoir sobre sua ancestralidade chinesa

Tessa Hulls faz história ao ganhar o Pulitzer Prize com "Feeding Ghosts", explorando relações familiares e a complexidade da história chinesa.

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Tessa Hulls, uma artista e autora, ganhou o Pulitzer Prize por sua graphic memoir “Feeding Ghosts”, tornando-se apenas a segunda autora de quadrinhos a receber esse prêmio. Enquanto trabalhava como cozinheira em junho, ela foi informada sobre a conquista, que a surpreendeu. Sua obra, que explora a história de sua família e a relação entre mãe e filha em um contexto histórico complexo, foi elogiada por sua profundidade emocional e artisticidade. Hulls mergulhou em sua história familiar, que inclui sua avó, uma jornalista que viveu sob o regime de Mao na China, e sua mãe, que imigrou para os Estados Unidos. O processo de criação do livro levou anos de pesquisa e aprendizado sobre a história chinesa, além de desenvolver suas habilidades em quadrinhos. Apesar do sucesso, Hulls não planeja publicar outro livro, preferindo se concentrar em projetos de jornalismo em quadrinhos, especialmente sobre questões ambientais e sociais no Alasca, onde vive.

Tessa Hulls, artista e autora, fez história ao ganhar o Prêmio Pulitzer por sua graphic memoir, Feeding Ghosts. A premiação, anunciada em 5 de maio de 2024, a torna apenas a segunda autora de quadrinhos a receber o prêmio, após Art Spiegelman em 1992.

Enquanto trabalhava como cozinheira na cafeteria do Capitólio do Alasca, Hulls recebeu a notícia inesperada do prêmio de R$ 15 mil. Sua obra, que explora a complexa relação entre mãe e filha em um contexto histórico, foi descrita como “uma obra literária comovente” pela comissão julgadora. Feeding Ghosts já havia conquistado diversos prêmios desde sua publicação.

A graphic memoir de quase 400 páginas aborda a história familiar de Hulls, que inclui sua avó, Sun Yi, uma jornalista que escapou da China comunista, e sua mãe, Rose, que imigrou para os Estados Unidos. A autora reflete sobre a relação conturbada entre as gerações, marcada por traumas e desafios culturais.

Processo Criativo

Hulls dedicou oito anos ao projeto, incluindo quatro anos de pesquisa sobre a história chinesa e a elaboração do roteiro. Ela se isolou em uma cabana em Oregon para estruturar a narrativa. A autora, que inicialmente não se via como quadrinista, se inspirou em obras como Fun Home, de Alison Bechdel, para explorar o potencial da narrativa gráfica.

A relação com sua mãe foi central no processo criativo. Hulls buscou retratar sua mãe com compaixão, mesmo diante da dificuldade de sua mãe em ler a obra devido à demência. A autora também comentou sobre a invisibilidade da cultura asiática na mídia americana e como isso influenciou sua perspectiva.

Futuro da Autora

Apesar do reconhecimento, Hulls afirmou que não planeja publicar mais livros, preferindo se dedicar a projetos de jornalismo em quadrinhos. Ela pretende explorar temas como mudanças climáticas e justiça ambiental a partir de sua base no Alasca. Enquanto isso, continua a trabalhar na cafeteria, preparando sanduíches para os legisladores do estado.

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