Stephen Townley Bassett, um artista sul-africano, começou a se interessar pela arte rupestre quando tinha 14 anos, ao ver pinturas antigas nas Montanhas Cederberg. Desde então, ele se dedicou a reproduzir essas obras usando apenas materiais e técnicas que os povos indígenas San usavam há milhares de anos. Bassett não utiliza tintas modernas; ele faz suas próprias cores a partir de pigmentos naturais, como argila e carvão, e cria pincéis com materiais encontrados na natureza. Ele também documenta as pinturas originais, tirando fotos e fazendo medições para garantir que suas cópias sejam precisas. Além de seu trabalho artístico, Bassett se preocupa com a preservação da arte rupestre, que está ameaçada por vandalismo e erosão. Ele acredita que educar as pessoas sobre a importância dessas obras é essencial para protegê-las. Bassett espera que suas reproduções ajudem pesquisadores e historiadores a entender melhor a cultura e a espiritualidade dos San, que estão profundamente ligadas a essas pinturas.
Stephen Townley Bassett tem se dedicado a reproduzir a arte rupestre dos povos indígenas San, que data de até 10 mil anos, nas Montanhas Cederberg, na África do Sul. O artista utiliza apenas materiais e técnicas tradicionais, buscando preservar essa herança cultural ameaçada por vandalismo e degradação.
Desde a adolescência, Bassett se interessou pela arte rupestre. Em 1970, ao visitar uma caverna, ficou fascinado por pinturas que misturavam formas humanas e animais. Desde então, ele se tornou um “escriba”, documentando a arte ancestral com precisão milimétrica. “Não sei o nome do artista, então sou um artista forense,” afirmou Bassett.
O trabalho de Bassett envolve visitar diversos locais de arte rupestre, onde passa dias fotografando e medindo as pinturas. Ele rejeita o uso de tintas comerciais, optando por pigmentos naturais como ocre, carvão e argila. O artista também desenvolveu ferramentas de pintura com materiais encontrados na natureza, como penas de aves e pelos de animais.
Preservação e Desafios
A degradação das pinturas é acelerada por fatores naturais e humanos. Bassett lamenta o vandalismo, como grafites que cobrem obras antigas. “Graffiti gera mais graffiti,” alertou. Ele utiliza técnicas para remover danos sem afetar a arte original, mas acredita que a conscientização e o envolvimento da comunidade são essenciais para a preservação.
Além de reproduzir as obras, Bassett publicou três livros sobre arte rupestre e colaborou com cientistas para estudar a composição das tintas. Seu objetivo é que suas reproduções sirvam como ferramentas de pesquisa para futuras gerações. “Os pigmentos têm significado próprio,” destacou.
Importância Cultural
Os San, povos indígenas da África, criaram essas obras com significados espirituais e culturais. As pinturas não eram meramente decorativas, mas representavam visões e histórias. “Quando pintavam, havia sempre uma história por trás,” explicou Londi Ndzima, curadora de arte rupestre.
O trabalho de Bassett e iniciativas como as de Thabathani Tshaka, que promove turismo em locais de arte rupestre, são exemplos de esforços para educar sobre a importância cultural dessas obras. “Essas pinturas são um legado de nossos ancestrais,” afirmou Tshaka.
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