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Mayra Jucá lança livro sobre cinema Super-8 e juventude nos anos 1970 na Bienal

Jovens e cinema na ditadura militar são tema do livro "O Super-8 no Ai-5", que será lançado por Mayra Jucá na Bienal do Livro.

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A jornalista Mayra Jucá vai lançar o livro “O Super-8 no Ai-5: memórias de cinema e juventude nos anos 1970” na Bienal do Livro. O livro fala sobre como os jovens usaram o cinema durante a ditadura militar no Brasil. Mayra, que é doutora em História, fez uma pesquisa sobre filmes experimentais feitos com a câmera Super-8 na época. Ela mostra como esses filmes eram uma forma de resistência e expressão em tempos difíceis. A câmera Super-8 era vista como uma “arma” pelos cineastas da época, que usavam para registrar a vida nas cidades e desafiar a opressão.

A jornalista Mayra Jucá lançará o livro “O Super-8 no Ai-5: memórias de cinema e juventude nos anos 1970” na Bienal do Livro. A obra explora a relação entre jovens, cinema e opressão durante a ditadura militar no Brasil, com foco na década de 1970.

Mayra, que possui doutorado em História pelo CPDOC, utiliza o audiovisual para retratar a resistência cultural dos jovens da época. A pesquisa inclui uma análise da produção de filmes experimentais com Super-8, realizados em ambientes urbanos sob a repressão do regime militar.

Em depoimentos de cineastas da época, a câmera Super-8 é descrita como uma “arma” de provocação. O cineasta Sérgio Péo, em um texto de 1978, destaca que o uso desse equipamento importado representava uma postura de confronto. “A câmera nas mãos de jovens fazendo tomas das ruas das cidades” era uma forma de resistência, afirma Péo.

O livro de Mayra Jucá promete trazer à tona memórias e experiências de uma geração que, por meio do cinema, buscou expressar sua liberdade em tempos de censura e repressão. A Bienal do Livro, que ocorrerá em breve, será o palco do lançamento, onde a autora espera dialogar sobre a importância do cinema como forma de resistência cultural.

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