O filme “YES!” de Nadav Lapid mostra a vida de Y., um pianista de jazz que se torna animador para a elite de Tel Aviv. Ele e sua esposa, Yasmin, aceitam fazer qualquer coisa para agradar os ricos, incluindo criar a melodia de um novo hino que fala sobre a destruição em Gaza. O filme, que foi escrito antes do massacre de 7 de outubro de 2023, foi refeito para mostrar como é difícil para um artista lidar com a violência em Israel. A história retrata a luta do casal para manter as aparências enquanto a realidade violenta os afeta. A primeira parte do filme mostra um pouco de esperança, mas logo a situação se torna insuportável, levando a um sentimento de derrota. A sátira presente no filme expressa um desespero profundo, com momentos de humor que se tornam pesados. O diretor usa gravações de palestinos em sofrimento para enfatizar a urgência da situação. O filme é intenso e provoca uma sensação de claustrofobia, mostrando que não há como escapar da realidade ao redor.
O filme “YES!”, dirigido por Nadav Lapid, foi escrito antes do massacre de sete de outubro de 2023 e retrata a vida de um pianista de jazz que se torna animador para a elite de Tel Aviv. A obra explora a dificuldade de um artista em lidar com a realidade violenta em Israel.
Após os eventos recentes, o filme foi reestruturado para refletir a sensação de derrota e desespero. Os protagonistas, Y. (Ariel Bronz) e Yasmin (Efrat Dor), tentam manter as aparências enquanto enfrentam um cenário de crescente violência. A narrativa se torna uma crítica à desconexão entre a vida cotidiana e a brutalidade que permeia a sociedade.
“YES!” começa com Y. e Yasmin como animadores de festas, aceitando qualquer tarefa que envolva sua arte. Um dos momentos mais impactantes é quando Y. é solicitado a criar a melodia do novo hino nacional, cujas letras preveem a devastação em Gaza. Essa proposta é apenas uma das várias críticas sutis que Lapid insere na trama.
O filme apresenta uma transformação emocional, onde a leveza inicial se transforma em um desespero palpável. A sátira utilizada por Lapid busca expor a hipocrisia da elite, que ignora a realidade ao seu redor. A obra é marcada por uma energia intensa, refletindo a ansiedade do diretor em expressar a urgência de sua mensagem.
Lapid utiliza longas sequências repletas de humor perturbador, mas que, em alguns momentos, se tornam cansativas. A crítica social é evidente, mas a repetição de temas pode diluir o impacto da mensagem. O filme termina com uma sensação de impotência, simbolizando a luta de viver em um contexto de negação e sofrimento.
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