Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Centro de História e Cultura Yoruba desafia museus tradicionais em Lagos

Centro John Randle transforma a narrativa da cultura Yoruba em Lagos, desafiando museus ocidentais com exposições interativas e vibrantes.

0:00
Carregando...
0:00

O Centro John Randle para História e Cultura Yoruba foi inaugurado em outubro no bairro Onikan, em Lagos, Nigéria. Este espaço cultural oferece uma nova forma de entender a cultura Yoruba, com exposições interativas e tecnologia moderna. O centro se opõe ao modelo tradicional de museus, que muitas vezes tem uma visão eurocêntrica. O projeto foi liderado pelo arquiteto Seun Oduwole e pelo curador Dr. Will Rea, que buscavam mostrar a cultura Yoruba de maneira vibrante e dinâmica. Para isso, eles enfrentaram o desafio de não ter uma coleção própria, então conseguiram empréstimos de artefatos, incluindo o Lander Stool, que simboliza a discussão sobre a devolução de objetos culturais africanos. O centro tem áreas que exploram tanto o passado quanto o presente da cultura Yoruba, com muitas oportunidades interativas, como a transformação dos visitantes em figuras tradicionais através de tecnologia digital. A arquitetura do espaço também reflete a cultura local, utilizando materiais que lembram as vilas Yoruba e priorizando a língua Yoruba nas exposições. O objetivo é criar um local onde a diáspora Yoruba possa se sentir orgulhosa de sua cultura.

O Centro John Randle para História e Cultura Yoruba foi inaugurado em outubro no bairro Onikan, em Lagos, Nigéria. O espaço desafia a narrativa ocidental sobre a cultura africana, oferecendo uma experiência interativa e vibrante da cultura Yoruba.

O centro, projetado pela firma de arquitetura SI.SA, apresenta exposições dinâmicas e tecnologia de ponta. O arquiteto Seun Oduwole destaca que o local é uma “manifestação viva” da cultura Yoruba, contrastando com o Museu Nacional, que possui uma abordagem “eurocêntrica”. O centro busca celebrar a cultura, ao invés de apenas objetificá-la.

Uma das principais atrações é o Lander Stool, um artefato emprestado do Museu Britânico. Este objeto, símbolo do debate sobre a restituição de bens culturais africanos, foi solicitado pelo governo do estado de Lagos em 2019. O curador Dr. Will Rea enfatiza a importância de apresentar a cultura Yoruba de forma colorida e dinâmica, refletindo a realidade contemporânea.

Exposições Interativas

O espaço do centro é projetado para que apenas um quarto da área seja dedicado a artefatos. A narrativa da exposição é dividida em quatro partes, começando com mitos e lendas, passando por costumes modernos e culminando em uma visão do futuro da cultura Yoruba. O uso de tecnologia permite que visitantes se transformem em figuras da cultura Yoruba, como os Egúngún e os deuses Orisha.

O centro também incorpora a língua Yoruba em suas exibições, com textos em destaque. O design arquitetônico reflete elementos da cultura, utilizando materiais que imitam os pisos de vilas Yoruba e simbolizando a circularidade da vida. O objetivo é criar um espaço que ressoe com a diáspora Yoruba, promovendo orgulho cultural.

Impacto Cultural

O Centro John Randle se posiciona como um novo modelo de museu, onde a cultura Yoruba é apresentada de forma vibrante e acessível. O espaço visa não apenas educar, mas também inspirar um senso de pertencimento entre os visitantes. O projeto é uma resposta à representação frequentemente limitada da África em museus ocidentais, buscando uma narrativa mais rica e diversificada.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais