Um fragmento inédito da “Suite Vulgate du Merlin” foi encontrado na Universidade de Cambridge, após estar arquivado por mais de 400 anos. O texto, escrito em francês antigo, mostra Merlin como um harpista cego que se transforma em uma criança careca e faz proclamções ao rei Arthur. Ele também revela a origem demoníaca de Merlin e sua habilidade de se transformar, culminando em uma batalha onde ele dá a Arthur um dragão mágico. Este manuscrito, que data de cerca de 1230, é uma das menos de 40 cópias conhecidas. A descoberta foi possível graças a tecnologias modernas, como imagens multiespectrais e tomografia computadorizada, que permitiram ler partes do texto sem danificá-lo. A especialista Fabry-Tehranchi comentou que o fragmento foi catalogado incorretamente antes e que sua identificação como parte da história de Merlin gerou grande entusiasmo. A análise sugere que o texto pode ser uma continuação de histórias orais das Ilhas Britânicas, registradas em francês após a conquista da Normandia. A “Suite Vulgate du Merlin” é importante para entender a lenda arturiana, pois narra os primeiros anos do reinado de Arthur e sua relação com os Cavaleiros da Távola Redonda, além de conectar Merlin a eventos centrais da história do Santo Graal. A equipe de pesquisa usou um scanner avançado para analisar a encadernação do livro, resultando em imagens de alta qualidade que revelaram detalhes antes ocultos, permitindo uma nova apreciação do manuscrito.
Um fragmento inédito da “Suite Vulgate du Merlin” foi descoberto na Universidade de Cambridge, revelando novas facetas da lenda de Merlin e do rei Arthur. O manuscrito, que estava arquivado por mais de 400 anos, foi encontrado costurado a um registro de propriedades do século 16.
O texto, escrito em francês antigo, apresenta Merlin como um harpista cego que se transforma em uma criança careca, proclamando éditos ao rei Arthur. A narrativa inclui a origem demoníaca de Merlin e sua habilidade de se transformar, culminando em uma batalha onde ele fornece a Arthur um dragão mágico. Este fragmento, que faz parte de uma cópia perdida, foi escrito por volta de 1230 e é uma das menos de 40 cópias conhecidas no mundo.
Descoberta e Tecnologia
A recuperação do manuscrito foi possível graças a tecnologias modernas que permitiram a leitura de partes do texto sem danificá-lo. A equipe da biblioteca utilizou imagens multiespectrais e tomografia computadorizada para capturar detalhes que estavam invisíveis a olho nu. Essa abordagem inovadora preservou o documento e possibilitou a leitura de trechos que haviam se apagado ao longo do tempo.
A especialista Fabry-Tehranchi, da biblioteca, destacou que o fragmento havia sido catalogado incorretamente como parte da história de Gawain. A descoberta de que se tratava de uma narrativa sobre Merlin causou grande empolgação entre os pesquisadores. A análise revelou que o texto poderia ser uma continuação de histórias orais que circulavam nas Ilhas Britânicas, mas foram registradas em francês devido à conquista da Normandia.
Impacto Cultural
A “Suite Vulgate du Merlin” é significativa para a compreensão da lenda arturiana, pois narra os primeiros anos do reinado de Arthur e sua relação com os Cavaleiros da Távola Redonda. O texto também contribui para a narrativa do Santo Graal, ligando Merlin a eventos centrais da história.
A equipe de pesquisa conseguiu, através de um scanner avançado, analisar a encadernação do livro e entender melhor sua história. O trabalho meticuloso resultou em imagens de alta qualidade que revelaram detalhes antes ocultos, permitindo uma nova apreciação do manuscrito e sua importância na literatura medieval.
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