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Le Corbusier e Brasil: exposição em Paris celebra a amizade entre arte e arquitetura

Exposição "Aberto4" em Paris homenageia a amizade entre Le Corbusier e o Brasil, unindo arte contemporânea e legado arquitetônico.

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Le Corbusier, um arquiteto suíço, teve uma forte conexão com o Brasil desde sua primeira visita em 1929. Ele influenciou a arquitetura moderna brasileira, especialmente com o Palácio Capanema. Agora, a exposição “Aberto4” na Maison La Roche, em Paris, celebra essa amizade, mostrando obras de artistas contemporâneos e destacando a influência de Le Corbusier na arte brasileira. A mostra, que vai até 8 de junho, apresenta cerca de 40 obras, incluindo pinturas do próprio Le Corbusier e de artistas como Lygia Clark e Amilcar de Castro. A exposição é parte do Ano Cultural Brasil-França e foi idealizada por Filipe Assis, que escolheu Paris para reconhecer a contribuição da cidade à cultura brasileira. A Maison La Roche, projetada por Le Corbusier, foi escolhida para a mostra, que também inclui obras de artistas que interagem com o legado do arquiteto. A “Aberto4” será realizada a cada dois anos em diferentes cidades, com a próxima edição já planejada para o Brasil.

A exposição “Aberto4” na Maison La Roche, em Paris, celebra a amizade entre o arquiteto suíço Le Corbusier e o Brasil. A mostra, que ficará em cartaz até 8 de junho, destaca a influência do arquiteto na arte e na arquitetura brasileiras, reunindo cerca de quarenta obras de artistas contemporâneos.

Le Corbusier, que visitou o Brasil pela primeira vez em 1929, deixou um legado significativo, especialmente com o Palácio Capanema, projeto que supervisionou. A exposição é a quarta edição da “Aberto”, realizada pela primeira vez fora do Brasil, após edições anteriores em casas modernistas em São Paulo. O evento ocorre no contexto do Ano Cultural Brasil-França.

Obras em Exibição

A mostra inclui obras de Le Corbusier e de artistas como Lygia Clark, Cícero Dias, Maria Martins e Amilcar de Castro. O curador Filipe Assis destaca que a escolha de Paris para a exposição homenageia a contribuição da cidade à cultura brasileira, especialmente as vanguardas artísticas do início do século XX.

A Maison La Roche, projetada por Le Corbusier, foi escolhida por suas características arquitetônicas. O espaço abriga também uma Marquesa, um banco assinado por Oscar Niemeyer, discípulo de Le Corbusier. A curadora Kiki Mazzucchelli explica que os artistas contemporâneos foram convidados a interagir com o legado do arquiteto, abordando aspectos de sua prática.

Interação com Artistas Contemporâneos

Artistas como Beatriz Milhazes e Luiz Zerbini criaram obras inspiradas nas colagens e na estética de Le Corbusier. Erika Verzutti apresentou suas esculturas em cerâmica, simbolizando a relação entre a natureza e a arquitetura. A paleta de cores da exposição reflete o estilo purista do arquiteto, com tons que vão do cinza escuro ao mármore.

O evento é uma oportunidade para reafirmar a influência de Le Corbusier na arquitetura brasileira, que incorporou elementos de sua estética ao contexto tropical. A “Aberto4” retornará ao Brasil em 2026, com planos de realizar edições internacionais a cada dois anos, em cidades como Nova York e Londres.

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