Keith LaMar, um americano no corredor da morte desde 1995, lançou um álbum chamado “Live from Death Row” em parceria com o músico catalão Albert Marquès. O álbum, que mistura jazz com letras de LaMar, é uma mensagem contra a pena de morte e injustiças raciais. LaMar participou da apresentação do álbum por videochamada de uma prisão em Ohio, onde está preso por um crime que afirma não ter cometido. Sua execução estava marcada para novembro de 2023, mas foi adiada para 13 de janeiro de 2027. O álbum inclui composições de Marquès e revisita clássicos que falam sobre direitos humanos, como “Strange Fruit” de Billie Holiday. LaMar acredita que a música, especialmente o jazz, foi fundamental para sua sobrevivência durante anos de confinamento solitário. Ele e Marquès pedem apoio para continuar sua luta contra a pena de morte e a injustiça. LaMar foi condenado pelo assassinato de um amigo em uma disputa por drogas, mas investigações recentes sugerem que provas que poderiam provar sua inocência foram escondidas.
Um americano no corredor da morte, Keith LaMar, e o músico catalão Albert Marquès lançaram o álbum “Live from Death Row” neste fim de semana. A apresentação ocorreu em Nova York, com LaMar participando por videochamada da prisão em Ohio. Ele está no corredor da morte desde 1995, condenado por um crime que afirma não ter cometido. Sua execução, inicialmente marcada para novembro de 2023, foi adiada para 13 de janeiro de 2027.
O álbum combina jazz com letras de LaMar, abordando a luta contra a pena de morte e injustiças raciais. Marquès, que é professor no Brooklyn, acredita na inocência de LaMar e destaca que a música é uma forma de resistência. O disco inclui composições originais e clássicos que denunciam violações de direitos humanos, como “Strange Fruit” de Billie Holiday e “Alabama” de John Coltrane.
LaMar, que passou anos em confinamento solitário, afirma que a música, especialmente o jazz, “salvou sua vida”. Em um e-mail à AFP, ele explicou que a música representa “confiança e fé”, incentivando as pessoas a reconhecerem seu valor e potencial. Marquès, após se apresentar mundialmente, busca apoio para intensificar a luta pela inocência de LaMar.
A condenação de LaMar ocorreu em um contexto de alegações de irregularidades nas investigações, incluindo a destruição de provas que poderiam provar sua inocência. O governador de Ohio adiou sua execução devido à recusa de farmacêuticas em fornecer os componentes para a injeção letal. A situação pode mudar com um decreto do ex-presidente Donald Trump, que orienta o procurador-geral a garantir o fornecimento desses componentes. Em 2025, dezenove prisioneiros foram executados nos Estados Unidos, refletindo um cenário complexo em torno da pena de morte.
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